Um levantamento da consultoria Gallup mostra que 42% dos jovens já reconhecem prejuízo ao próprio pensamento crítico por causa do uso de inteligência artificial. Outros 80% temem que a dependência da tecnologia dificulte o aprendizado nos próximos anos. O dado reabre uma discussão sobre a formação de liderança dentro das empresas, já que profissionais que decidem apoiados quase sempre em ferramentas de IA podem chegar a cargos de chefia sem nunca terem exercitado sozinhos o julgamento.

Além disso, a confiança no trabalho apoiado por IA segue baixa. Apenas 28% dos entrevistados confiam em uma entrega feita com ajuda da ferramenta, enquanto 69% preferem um resultado produzido sem esse apoio.

Outro levantamento, feito pela GoTo em parceria com a Workplace Intelligence, ouviu 2,5 mil profissionais e líderes de TI. Metade deles reconhece depender demais da inteligência artificial no dia a dia, e 39% acreditam que essa dependência corrói as próprias habilidades. Entre a geração Z, o índice sobe para 46%.

Já o Stanford Digital Economy Lab identificou queda de 16% nas vagas oferecidas a profissionais entre 22 e 25 anos em setores como o de software. É justamente essa faixa etária que estaria, na prática, formando o próprio julgamento profissional nos primeiros anos de carreira.