* Por Leandro Akio
A corrida pela inteligência artificial nas empresas já não gira em torno da adoção da tecnologia. O debate mudou de lugar. A questão agora é como incorporar sistemas cada vez mais autônomos sem comprometer qualidade, segurança e confiabilidade. Em engenharia de software, essa discussão se tornou urgente porque a velocidade promovida pela IA é real. O problema é que acelerar processos não significa necessariamente produzir melhores resultados. Sem critérios claros de governança, o ganho de produtividade pode se transformar rapidamente em uma nova fonte de risco operacional.
Segundo a MIT Sloan Management Review, 39% das empresas já utilizam inteligência artificial em produção em escala, ante 24% no ano anterior e menos de 5% há apenas dois anos. A velocidade dessa evolução mostra que a IA deixou de ser uma iniciativa experimental para se tornar parte da infraestrutura de negócios. Ao mesmo tempo, uma reportagem da ITShow revelou que três em cada quatro instituições financeiras já utilizam IA em funções críticas, enquanto apenas 11% conseguem demonstrar que esses sistemas são confiáveis e auditáveis. A diferença entre adoção e governança talvez seja hoje o principal risco da transformação digital.








