Com a tecnologia já presente na maioria das organizações, integração, governança e arquitetura passam a definir quais iniciativas realmente chegam à operação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Divulgação — Foto: Divulgação A Inteligência Artificial rapidamente deixou de ser uma aposta para se tornar parte da estratégia das empresas. O desafio agora é fazer com que iniciativas que funcionam em ambientes de teste consigam ganhar escala e entregar resultados na operação. Segundo levantamento da McKinsey, 88% das organizações já utilizam IA em pelo menos uma área do negócio, mas apenas cerca de um terço conseguiu expandir essas iniciativas para diferentes áreas da empresa. A dificuldade deixou de estar na adoção da tecnologia e passou a envolver integração com sistemas legados, qualidade e governança dos dados, segurança e capacidade de sustentar projetos de IA em ambientes corporativos complexos. Para a DOMVS iT, consultoria especializada em SAP, dados e Inteligência Artificial, esse movimento representa uma mudança na maturidade do mercado. "Até pouco tempo, a principal dúvida das empresas era onde aplicar IA. Hoje, a pergunta é outra: como fazer essa tecnologia funcionar de forma integrada, segura e escalável dentro da operação. É justamente nessa transição que muitos projetos deixam de evoluir", afirma Thais Vianna, Diretora Comercial da DOMVS iT. Segundo a executiva, um dos erros mais frequentes continua sendo iniciar projetos pela escolha da ferramenta, antes mesmo de definir o problema de negócio que será resolvido. "Quando isso acontece, surgem soluções isoladas, pouco conectadas aos processos da empresa e com dificuldade para demonstrar retorno. Escalar IA exige arquitetura, governança, integração e uma estratégia clara desde o início." Outro desafio está na disponibilidade de profissionais especializados. Arquitetos de IA, engenheiros de dados, especialistas em cloud, SAP e MLOps estão entre os perfis mais disputados pelo mercado por conseguirem unir tecnologia e visão de negócio. Para reduzir riscos e acelerar entregas, cresce a adoção de squads multidisciplinares capazes de reunir competências técnicas e conhecimento operacional em um mesmo projeto. Essa realidade já pode ser observada em projetos conduzidos pela DOMVS iT. Entre fevereiro e maio de 2026, a consultoria apoiou uma empresa do setor de seguros na adequação de seus sistemas ao novo padrão de CNPJ Alfanumérico, exigido pela legislação federal a partir de 1º de junho. Com apoio da Inteligência Artificial generativa nas etapas de análise de impacto e refatoração de código, foram entregues 201 repositórios, acima dos 177 previstos inicialmente, após a ampliação do escopo durante a execução. O trabalho foi concluído antes do prazo regulatório e o ambiente permanece estável em produção. "O projeto mostrou que a IA acelera atividades como análise de impacto e refatoração de código, mas também evidenciou que velocidade, sozinha, não garante sucesso. Os melhores resultados surgem quando a tecnologia está inserida em uma metodologia estruturada, com governança, revisão técnica e controle de qualidade", destaca Thais. Foi a partir de experiências como essa que a DOMVS iT estruturou o AI-Native Blueprint, série de conteúdos que reúne boas práticas para organizações que buscam ampliar o uso da Inteligência Artificial em seus negócios. A iniciativa aborda temas como AI Readiness, integração com sistemas corporativos, arquitetura, governança, segurança e escalabilidade, refletindo desafios recorrentes observados pela consultoria em projetos de implementação. Para a executiva, a próxima fase da adoção da Inteligência Artificial será menos marcada pelo lançamento de novas ferramentas e mais pela capacidade das empresas de incorporá-las de forma consistente aos seus processos. "Estamos entrando em uma nova fase da Inteligência Artificial. O diferencial competitivo não será de quem apenas adota a tecnologia, mas de quem consegue incorporá-la ao negócio de forma estruturada, segura e escalável. É essa capacidade que vai separar projetos experimentais de resultados concretos", conclui Thais.
Depois da corrida pela IA, desafio das empresas passa a ser escalar projetos
Com a tecnologia já presente na maioria das organizações, integração, governança e arquitetura passam a definir quais iniciativas realmente chegam à operação
88% das organizações usa IA, mas só um terço escala — o gargalo é governance, legacy integration e arquitetura. Estruturar IA com governance integrada e segurança separa pilotos de resultados operacionais concretos — o diferencial competitivo real.






