Segundo o estudo, a maioria esmagadora da população (92%) já ouviu falar sobre a IA Foto: Michael Dwyer/APOs brasileiros estão atentos ao avanço da inteligência artificial, mas mantêm uma relação de ambivalência sobre o tema e se dividem entre o otimismo e a apreensão sobre os eventuais impactos da tecnologia. O diagnóstico é resultado da edição mais recente da Pesquisa Observatório Febraban (Federação Brasileira de Bancos), realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) e obtida em primeira mão pela Broadcast.PUBLICIDADESegundo o levantamento, a maioria esmagadora da população (92%) já ouviu falar sobre a IA e 60% consideram ter informações sobre o recurso. No entanto, a IA desperta sentimentos distintos: 30% expressaram uma combinação de entusiasmo com preocupação, enquanto 29% citaram preocupação isolada e outros 25%, entusiasmo isolado.Ainda conforme a sondagem, 35% dos participantes acreditam que a IA trará tanto benefícios quanto prejuízos para a sociedade brasileira. Uma parcela semelhante (34%) entende que os benefícios vão superar os prejuízos, ante 17% que esperam o oposto disso. No mercado de trabalho, pouco mais da metade dos integrantes (51%) indica muito ou algum receio de perdas no campo profissional por conta da IA.Golpes assustamA pesquisa também expõe o temor das pessoas em relação a impactos sociais. Do total, 84% dos brasileiros estão preocupados com golpes, fraudes e crimes digitais em decorrência da IA, comparado com 77% que mostram preocupação com vídeos e áudios falsos influenciando eleições. Em menor grau, mas ainda majoritário, o receio sobre os efeitos ambientais de data centers foi citado por 58% da amostra.Um contingente de 69% dos entrevistados acredita já ter tido contato com a IA em serviços como atendimento automático, recomendações de conteúdo, reconhecimento facial, aplicativos diversos, bancos ou compras diversas. Por outro lado, apenas 34% avaliam conseguir reconhecer sempre ou quase sempre esse tipo de conteúdo, ante 39% que o identificam só às vezes, e 24%, que o fazem raramente ou nunca.PublicidadeEmbora mantenha familiaridade com a IA, apenas pouco mais de um terço (35%) da população afirma conhecer bem ferramentas como ChatGPT, Gemini, Copilot, Claude ou similares. Outros 45% conhecem essas ferramentas “mais ou menos” ou apenas de ouvir falar, enquanto 20% dizem não conhecê-las.Quem regula?O levantamento mostra ainda uma opinião pública dividida sobre o âmbito da regulação da IA. Para 36%, as regras atuais são frouxas demais, ante 34% que consideram que as normas estão na medida certa e 12% que as classificam como rígidas demais. Uma parcela pequena (5%) opina que não deveria haver regras específicas.Na visão de 35%, a maior responsabilidade por garantir o uso seguro e ético da IA cabe ao governo federal e aos órgãos reguladores. Essa visão supera o desejo pela criação de novas leis pelo Congresso, mencionado por 11% dos entrevistados. A corresponsabilidade das empresas concentrou o mesmo porcentual (19%) das citações sobre o dever ser compartilhado por toda a sociedade (19%). Em patamar secundário, a academia e as entidades de defesa do consumidor foram lembradas por 4% dos participantes cada.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 02/07/2026, às 17:41A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.PublicidadePara saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.
Brasileiros dividem-se entre entusiasmo e temor por IA, diz pesquisa
Levantamento da Febraban mostra que 51% têm receio de perdas no campo profissional










