Praticamente todo mundo concorda que a inteligência artificial tem o potencial de remodelar a economia nas próximas décadas. Mas ninguém tem certeza de qual efeito a tecnologia está tendo agora.
Segundo algumas métricas, a IA está contribuindo para altas taxas de desemprego entre recém-formados e pode já ter destruído dezenas de milhares de empregos. Outras fontes sugerem que as empresas podem, na verdade, estar contratando mais trabalhadores por causa da tecnologia.
A IA pode estar contribuindo para o problema de inflação nos Estados Unidos, ou pode ser parte da solução. Pode ser responsável por uma recente aceleração no crescimento da produtividade, ou pode não estar desempenhando praticamente nenhum papel —ou o próprio boom de produtividade pode ser uma miragem.
Na prática, pesquisadores não conseguem nem concordar sobre questões básicas, como quantas empresas estão usando IA ou quais trabalhadores são mais vulneráveis às disrupções que ela pode causar.
Os sinais conflitantes refletem o desafio de detectar mudanças econômicas em tempo real. As estatísticas governamentais são inerentemente retrospectivas e são melhores para medir tendências amplas do que desenvolvimentos em setores ou regiões específicas. Novas tecnologias que podem levar ao surgimento de novos produtos, empregos ou indústrias inteiras são particularmente difíceis de mensurar.









