A inteligência artificial está na cabeça e no cotidiano dos brasileiros. De acordo com a pesquisa nacional deste mês de junho do Datafolha, 86% dos entrevistados afirmam conhecer ou ter ouvido falar da tecnologia. Entre eles, a maioria (52%) declara já tê-la utilizado.
As expectativas sobre qual será o efeito líquido da chamada inteligência artificial generativa na vida de cada um estão divididas. Um terço avalia que a inovação trará mais benefícios que prejuízos, outro terço pensa o contrário e os demais que opinaram (26%) preveem impacto neutro.
A opinião pública se divide em duas parcelas equivalentes quanto ao temor de que a sua profissão desapareça pela ação da IA.
As respostas tornam a ficar largamente majoritárias —e negativas— quando os participantes são indagados sobre se os modelos deveriam tomar decisões como as de contratar e demitir profissionais, aprovar empréstimos bancários e definir tratamentos médicos. Humanos são mais confiáveis nessas tarefas para mais de dois terços dos brasileiros.
Uma interpretação plausível dos principais achados da pesquisa é a de que a IA depressa se tornou um fato consumado no Brasil, há relativa incerteza sobre a linha geral de seus benefícios e ampla rejeição a que a responsabilidade por decisões cruciais seja alienada para essas poderosas máquinas computacionais.












