A Terceira Turma do TST (Tribunal Superior do Trabalho) negou recurso a fabricante de colchões Ortobom e manteve condenação ao pagamento de multa no valor de R$ 300 mil por desigualdade de gênero.
Trata-se de indenização por dano moral coletivo após ação civil pública do MPT (Ministério Público do Trabalho) apontar que empresa não tem nenhuma mulher em 22 cargos de gerentes e dois de subgerente na unidade de Arapongas (PR).
Em nota, a Ortobom afirma tratar-se de um caso específico envolvendo uma de suas 13 fábricas, o que não representaria a realidade da companhia. A empresa diz que mantém compromisso com a "igualdade de oportunidades e com uma gestão pautada pela meritocracia".
"Atualmente, a companhia tem uma mulher como CEO, reflexo de uma cultura organizacional que valoriza competências, desempenho e potencial no desenvolvimento de seus profissionais", afirma a nota.
O caso teve origem em investigação do Ministério Público do Trabalho em 2022, que apontou a falta de mulheres na liderança da fábrica do Paraná. Segundo o MPT, a unidade empregava 289 pessoas e tinha 22 cargos de gerência e dois de subgerência, todos ocupados por homens.












