Ao longo da estreia contra o Marrocos, fui sendo invadido pelo mesmo tipo de melancolia que aparece aqui e ali em “Febre de bola” — Foto: Cris Bierrenbach Eu tinha cinco anos em junho de 1978, data da Copa da Argentina. Por muito tempo defendi que essa era a minha primeira memória do futebol, e como prova dava detalhes de dois jogos específicos: a estreia contra a Áustria, em que Luciano do Valle se esgoelou numa campanha cívica contra a anulação criminosa de um gol de Zico, e a semifinal contra os anfitriões, assistida sobre um mar de papel picado na sala de TV da casa de um primo.
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