Na estreia do Brasil na Copa, meu marido surgiu com uma amarelinha do Mundial passado e perguntou: "Acha que uso a camisa de 2022?". "Você sabe que não sou supersticiosa, mas quando se trata de futebol, não me arrisco", respondi. E é isso mesmo.
Já usei uma jaqueta em pleno verão na final de uma Libertadores porque meu time venceu partidas do torneio, ainda nos dias frios, quando eu estava com ela. Deu certo. Procuro sempre estar com a mesma camisa quando vou ao estádio ver a equipe jogar. Melhor não arriscar.
Sem falar em supersticiosos famosos, como Zagallo e sua fixação pelo número 13.
Fiquei pensando nisso e resolvi investigar de onde veio minha, digamos, tendência às superstições no futebol: de 1982, a primeira Copa de que me lembro. Naquele ano, todos os jogos eram uma festa aos olhos de uma menina de 10 anos.
Em cada partida, um grupo de amigos de meus pais se reunia na casa de um deles, com toda a criançada. Barulho, comemoração, comida, todo mundo feliz. E em todos os jogos, minha mãe sempre vestia a mesma roupa: um conjunto de calça e blazer verde.










