A irracionalidade nos move, mensagem da qual Freud foi arauto. Hoje, com a perplexidade diante de terraplanistas e antivax, não há quem desminta o psicanalista vienense (à exceção dos próprios negacionistas, claro). Isso explica por que, mal dadas todas as críticas à Copa do Mundo de Futebol e à atual seleção brasileira, algo ainda acontece no nosso coração.

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De um lado, temos a Fifa, acusada de continuar a operar sem transparência mesmo após o Fifagate; criticada por se sujeitar a interesses políticos/comerciais nada esportivos; condenada por passar a régua nos direitos humanos para expandir negócios quando lhe convém. Sua passagem por países pobres não traz nada além de uma bolha de ganhos, para alguns poucos, que mal compensa os gastos. Enfim, uma máquina de fazer dinheiro com zero escrúpulos, onde o fair play não tem vez.

De outro, a atual seleção brasileira, com jogadores fomentando a praga das bets que destrói vidas e famílias; sem honrar a pensão dos filhos; desrespeitando suas companheiras no melhor estilo boylixo; ostentando os milhões que ganham de forma obscena e alienada. Estão mais preocupados em desfilar o luxo que o mau gosto é capaz de comprar do que jogar para valer, ressentidos com as altas expectativas do público.