O ex-ministro voltou a dizer que o senador teria atuado contra os interesses do banco no Congresso Ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato ao governo de SP — Foto: Diogo Zacarias/MF - 8/10/2025 O pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (25) que o pedido de afastamento de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado foi uma decisão correta e reafirmou o testemunho de que o senador atuou para barrar interesses do Banco Master no Congresso. Questionado por jornalistas após o anúncio da configuração de sua chapa para a eleição estadual, Haddad disse que "teria feito a mesma coisa no lugar dele". O pedido de afastamento do cargo de líder foi tornado público por Wagner na quarta-feira (24), após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Achei correta a decisão que o Jaques tomou”, respondeu o ex-ministro da Fazenda, confirmando que Wagner “encaminhou os votos contra as pretensões do Master no Senado”. Na véspera, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, Haddad rechaçou que o correligionário tenha atuado em favor da chamada “emenda Master”, que propunha o aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). “Posso depor onde ele [Jaques] quiser”, disse à publicação. O senador, segundo o relatório da Polícia Federal (PF), ajudou a defender interesses do Master no Congresso em troca de vantagens indevidas, o que ele nega. No documento, a PF cita mensagens entre o petista e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com menções ao Master. A emenda foi descrita pelos investigadores como um dos exemplos de atuação em benefício de Vorcaro. Ao comunicar seu afastamento, Wagner afirmou que a decisão foi tomada “em comum acordo” com Lula, após "uma conversa entre amigos". Ele afirmou que sua “prioridade absoluta” é provar sua inocência em relação às suspeitas, além de auxiliar na campanha de Lula e buscar um novo mandato no Senado. Haddad disse ainda ter ficado feliz com a escolha de uma mulher, a senadora Teresa Leitão (PT-PE), para a liderança do governo no Senado, em substituição a Wagner. O pré-candidato a governador se referiu a ela como “uma pessoa de altíssima respeitabilidade” e que “vai desempenhar muito bem essa função”.
Haddad diz que saída de Wagner da liderança do Senado foi "decisão correta"
O ex-ministro voltou a dizer que o senador teria atuado contra os interesses do banco no Congresso














