O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quarta-feira (24) que o presidente Lula (PT) retire Jaques Wagner (PT-BA) do cargo o líder do governo no Senado, em meio às suspeitas do senador envolvendo o Banco Master.
"Torço para que de fato não tenha absolutamente nada em relação a Wagner, uma pessoa que respeitamos muito. Se ele continua ou não na liderança, são coisas diferentes. Tem momentos em que a pessoa tem que deixar sua posição para se defender", afirmou Marinho. "Eu optaria em substituí-lo."
Nesta terça-feira, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP) afirmou à coluna Mônica Bergamo que Wagner atuou contra o Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição. "Posso depor onde ele quiser."
Marinho disse que Haddad pode ser a pessoa mais credenciada para defender Wagner, já que tratou diretamente com o líder para articulações de propostas do governo no Congresso. Mas que, apesar disso, Wagner deveria deixar a liderança. Segundo o ministro do trabalho, o tema ainda será discutido entre o senador e o presidente Lula.
A Polícia Federal apura suspeitas de que Wagner recebeu pagamentos ligados ao banco de Daniel Vorcaro, por meio da empresa da esposa do enteado, além de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões. Ele foi alvo de busca e apreensão na última quarta-feira (18).













