Para Marinho, discussão sobre permanência do senador na liderança do governo é diferente das investigações envolvendo o caso Banco Master. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participa nesta quarta-feira de audiência pública na comissão especial do fim da escala 6x1 para tratar de diagnósticos sobre o uso do tempo para o trabalho — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 12:47 Ministro sugere saída de Jaques Wagner do Senado em meio a investigações O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, sugeriu que Jaques Wagner deixe a liderança do governo no Senado para se defender das investigações envolvendo o Banco Master. Marinho destacou que essa decisão deve ser separada do caso judicial e que Wagner, respeitado no PT, enfrenta um momento delicado. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que Wagner não ajudou o Banco Master no Congresso, contrariando acusações. A saída do senador preocupa o governo devido ao impacto eleitoral nas eleições de Lula. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quarta-feira a saída de Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado para que ele possa se “defender”. Marinho disse que ele e os integrantes do PT “gostam e respeitam” muito o senador, mas ressaltou que a permanência ou não no posto de confiança é um assunto que deve ser separado das investigações sobre o Banco Master. Integrantes do governo se preocupam com o potencial efeito eleitoral das apurações sobre Wagner na campanha à reeleição de Lula. — Tem momentos em que, às vezes, a pessoa tem que deixar sua posição para se defender, ter mais condições de atuar, do que ficar ali na posição que está exercendo. Estou falando de uma avaliação pessoal minha. De repente, se justifica deixar a liderança e o presidente nomear outra liderança — disse Marinho durante a divulgação da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) Mensal, em Brasília. Marinho disse que prestou solidariedade a Wagner e relembrou as investigações enfrentadas pelo senador em 2018, que, segundo ele, acabaram se revelando "ilações". — Eu liguei para o Jaques Wagner no dia posterior para prestar minha solidariedade, porque sei que ele já sofreu uma devastação nas suas contas, na sua situação, em 2018, muito parecida, e depois comprovou-se que não se passavam de ilações. Torço para que de fato não tenha absolutamente nada em relação ao Wagner, que é uma pessoa que a gente gosta e respeita muito — afirmou. O ministro também citou uma manifestação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre as acusações de que Wagner teria atuado em favor do Banco Master no Congresso. Segundo Marinho, Haddad, por ter participado diretamente dos debates sobre o tema, é uma das pessoas mais qualificadas para tratar do assunto. — Haddad disse que Jaques fez o contrário do que estão dizendo, ele não atuou em favor do Master no Congresso — declarou. A fala ocorre em meio à expectativa no Palácio do Planalto sobre uma possível saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado. O senador deve se reunir ainda nesta quarta-feira com o presidente Lula no Palácio da Alvorada, em encontro que deve tratar de sua permanência no cargo.
Ministro do Trabalho defende que Jaques Wagner deixe a liderança do governo no Senado para 'se defender'
Para Marinho, discussão sobre permanência do senador na liderança do governo é diferente das investigações envolvendo o caso Banco Master.













