Mesmo sob a ameaça de afastamento da função, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), chega nesta quarta-feira (24) a Brasília disposto a convencer o presidente Lula (PT) a mantê-lo no cargo até pelo menos o início do recesso, em 19 de julho.

Em conversas com aliados, o ex-governador da Bahia diz ser inocente das acusações de ter atuado a favor dos interesses do Banco Master no Congresso e argumenta que, por isso, não haveria justificativa para que peça neste momento a licença da liderança.

Wagner afirma ainda que seu afastamento do cargo abala o palanque de Lula na Bahia, estado estratégico na campanha de reeleição.

Apesar disso, auxiliares de Lula reiteram que o presidente pretende convencer Wagner a entregar o cargo. Do contrário, se veria obrigado a afastá-lo.

Há expectativa de que Lula e Wagner se encontrem nesta quarta, mas, até o fim da noite desta terça (23), a conversa ainda não estava agendada.