Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que a decisão foi de 'comum acordo' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Jaques Wagner — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/03/06/2024 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 17:53 Senador Jaques Wagner deixa liderança do governo após acusações da PF Jaques Wagner, senador pelo PT-BA, deixou a liderança do governo no Senado após a Polícia Federal identificar supostas "vantagens indevidas" em sua atuação em favor do Banco Master. A decisão, tomada em reunião com o presidente Lula, visa proteger a imagem do governo e da campanha à reeleição de Lula. A PF encontrou valores significativos em dinheiro e benesses ligadas a Wagner, incluindo um apartamento e uso de aeronaves. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Após quase uma semana de crise e pressão pela saída, o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado. A mudança foi acertada em uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada e representa a tentativa de estancar o impacto na campanha à reeleição da investigação sobre a suposta atuação do parlamentar a favor do Banco Master em troca de "vantagens indevidas". O encontro durou cerca de duas horas. Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que a decisão foi de "comum acordo" e chamou a reunião com Lula de "conversa entre amigos". O parlamentar foi aconselhado nos últimos dias por aliados próximos, especialmente do PT da Bahia, a deixar o posto para focar em sua defesa e preservar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de desgaste político maior às vésperas da eleição. Interlocutores de Lula afirmam que o senador pediu para deixar o cargo, como desejava o presidente. Desde a operação da PF, na última quinta-feira, aliados de Lula no Congresso e no Palácio do Planalto passaram a defender que o senador deixasse a liderança no Senado. Governistas apontaram o “constrangimento” com o cumprimento de mandados de busca e apreensão, o que incluiu a divulgação de uma foto de US$ 49 mil em espécie encontrados em um endereço ligado a Wagner em Brasília. Ao todo, levando-se em conta também o montante em dólares e euros encontrados em um endereço do senador em Salvador, os agentes da PF recolherem o equivalente a R$ 482 mil, de acordo com a cotação atual. Um integrante do governo que despacha no Planalto afirma que a operação PF tornou "praticamente insustentável" a permanência de Wagner no posto de confiança. Ele afirma que não haverá, por parte do governo federal, uma postura hostil contra o petista, já que ele é um aliado de longa data. Mas pondera ser necessário o afastamento para evitar maior prejuízo à imagem do governo como um todo e da própria campanha à reeleição de Lula. Aliados também apontam que o fato de Jaques Wagner ter dito diversas vezes que não havia possibilidade de vir à tona relações suas com o Banco Master, também o enfraqueceram no posto. Até mesmo entorno do senador considerou desastrosa a entrevista de Wagner no dia da operação da PF. À Band News, o senador afirmou que iria continuar no cargo de líder do governo no Senado até decisão contrária de Lula. O parlamentar também disse que o presidente falou com ele para prestar solidariedade após o senador ser alvo de operação. Em sinais de atuação a favor do Master, a PF citou que o senador do PT também teria feito lobby no governo pela aprovação da compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB) e no Senado pela aprovação de outra emenda, conhecida como “emenda Master”, que foi apresentada pelo senador Ciro Nogueira (PI-PP) e propunha aumentar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito para investimentos em CDBs. Os investigadores suspeitam da atuação de Wegner no Congresso a favor do Master em três momentos: a apresentação de emenda a uma Medida Provisória, editada em 2022, sobre o aumento da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela CLT, para os aposentados e pensionistas vinculados ao RGPS, com autorização para empréstimos e financiamentos por beneficiários do BPC e de outros programas federais de transferência de renda;na tentativa de aprovação da PEC nº 65/2023, a "Emenda Master", com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC);na fiscalização da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB); Além disso, segundo a PF, Wagner teria recebido um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, além de regalias como o uso de aeronaves particulares e o ingresso para o camarote de um show em Los Angeles, ao custo de R$ 63,3 mil. O ponto de conexão de Wagner com a instituição financeira se dava por meio de um ex-sócio do banco, o empresário Augusto Lima, que também foi alvo da PF ontem e tem boa relação com petistas na Bahia. Além das benesses, uma empresa do núcleo familiar do senador recebeu transferência de R$ 3 milhões de uma financeira vinculada a Lima.
Jaques Wagner se reúne com Lula e deixa liderança do governo no Senado após PF apontar 'vantagens indevidas' para atuar pelo Master
Em publicação nas redes sociais, o senador afirmou que a decisão foi de 'comum acordo'











