Senador afirma que Lula manifestou solidariedade a ele e descarta possibilidade de desistir de pré-candidatura ao Senado Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), concede entrevista, em Brasília — Foto: Carlos Moura/Agência Senado O senador e líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), se manifestou sobre as investigações da Polícia Federal, após ser um dos alvos da nona fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (18), que apura a relação do senador com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em entrevista à BandNews, Wagner disse que sua relação com o ex-dono do Banco Master é "praticamente zero" e afirmou achar difícil que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o mande deixar a função de líder do governo. O senador afirmou ter recebido uma ligação de Lula, que teria se solidarizado com ele e para dizer que mantém confiança nele. Na entrevista, Jaques Wagner também disse que sua pré-candidatura ao Senado está "absolutamente mantida". Leia mais: A operação deflagrada nesta quinta-feira foi autorizada pelo ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a PF, o senador atuou em temas de interesse do banco em troca de vantagens indevidas. A corporação descreveu conversas telefônicas trocadas entre o senador e o ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Ferreira Lima, que indicam que o senador não seria “mero destinatário passivo de informações, mas interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo econômico investigado”. À emissora, Jaques Wagner disse que esteve com Vorcaro duas vezes. Os advogados de Augusto Lima afirmaram que as medidas realizadas nesta quinta-feira eram "desnecessárias" já que o empresário estaria à disposição das autoridades há seis meses para prestar esclarecimentos. No comunicado, a defesa diz que os fatos relacionados a Lima são "rigorosamente lícitos". "Augusto Lima sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência, responsabilidade técnica e observância das normas que regem o sistema financeiro e a administração pública", diz a nota assinada por Pedro Ivo Velloso, Eduardo Toledo e Sebástian Mello. Em instantes mais informações