Candidato à reeleição, Wagner, no entanto, preferiu não entrar em detalhes sobre a investigação a respeito de sua relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master Senador Jaques Wagner (PT-BA) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado Após novas revelações da Polícia Federal (PF) sobre sua relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, o senador Jaques Wagner (PT-BA) disse hoje que vai provar sua inocência e que continua contando com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Candidato à reeleição, Wagner, no entanto, preferiu não entrar em detalhes sobre a investigação, segundo ele, a pedido de seus advogados. Em entrevista à Rádio Baiana FM, o senador afirmou que não comentará o mérito das investigações enquanto o inquérito estiver em andamento. "Por orientação do meu advogado, ele pede para eu não falar. Tudo o que você fala quando está sendo investigado pode ser usado. Então vou deixar que ele cuide disso." O senador disse ter certeza de que demonstrará sua inocência ao longo da apuração e defendeu que a PF, o Ministério Público e o Judiciário cumpram seus respectivos papéis. "Eu estou muito tranquilo", afirmou. As declarações foram dadas após a divulgação de novos elementos da investigação da Operação Compliance Zero. Relatório da Polícia Federal aponta uma relação frequente entre Wagner e Augusto Lima e cita contatos telefônicos, encontros e outras evidências que, segundo os investigadores, demonstrariam proximidade entre os dois. As apurações buscam esclarecer se essa relação resultou em vantagens indevidas ou atuação do senador em favor de interesses do grupo financeiro. Wagner nega qualquer irregularidade. O senador comparou o caso atual a uma investigação aberta em 2018 envolvendo a Arena Fonte Nova. Segundo ele, à época também houve grande repercussão, mas o procedimento terminou sem indiciamento e foi arquivado. "Tenho certeza de que vou provar a minha inocência", declarou. Questionado sobre o apoio do presidente Lula, Wagner afirmou que continua recebendo respaldo do petista. Segundo o senador, poucos dias após a operação policial, ele colocou seu cargo à disposição para evitar desgaste ao governo, mas Lula rejeitou a iniciativa e manteve sua confiança. Wagner também citou uma manifestação pública do presidente em sua defesa durante agenda em Alagoinhas (BA) e disse que os dois voltam a participar juntos de atos de campanha neste fim de semana. Ainda assim, ele deixou a liderança do partido no Senado no fim de junho. "Eu entreguei o cargo a ele para não contaminar, para não perturbar. Ele fez questão de fazer uma referência muito carinhosa e elogiosa a mim", afirmou. Segundo Wagner, Lula participará da convenção que oficializará sua candidatura à reeleição na Bahia.
Após novas revelações da PF, Jaques Wagner diz ainda contar com apoio de Lula
Candidato à reeleição, Wagner, no entanto, preferiu não entrar em detalhes sobre a investigação a respeito de sua relação com o empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master








