Um dia após ser alvo de operação da Polícia Federal, Jaques Wagner (PT-BA) disse a aliados que não pretende renunciar à liderança do governo no Senado, a não ser que seja a pedido do presidente Lula (PT). Os dois são amigos.

Contrariado com o que chama de fogo amigo, Wagner tem expectativa de se reunir com o presidente na semana que vem para discutirem a liderança do governo.

Integrantes do grupo político do senador contam que Wagner tem ouvido opiniões favoráveis e contrárias ao seu afastamento da função.

Ainda segundo esses aliados, Wagner tem reiterado não ter apego à função, mas manifestado irritação com articulações feitas às suas costas.

Nas conversas recentes, tem prevalecido o argumento de que a fragilização política de Wagner abala o palanque de Lula na Bahia, estado fundamental para a vitória do presidente em 2022. Essa é uma das teses levadas ao Palácio do Planalto em prol da permanência de Wagner na liderança.