Líder do governo Lula (PT) no Senado e pré-candidato à reeleição, Jaques Wagner, 75, é um dos aliados mais próximos do presidente. Ele chegou a ser cogitado para ser o candidato ao Palácio do Planalto do petista, em 2018, até desistir após operação policial em seu apartamento.
Nesta quinta-feira (18), Wagner foi alvo de outra ação da PF (Polícia Federal), desta vez relacionada às investigações sobre o Banco Master. O senador foi procurado por meio de sua assessoria, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
Nascido no Rio de Janeiro, ele estudou engenharia civil na PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), mas construiu sua carreira política na Bahia.
Líder sindical no polo petroquímico de Camaçari, foi monitorado pelos serviços de informação do regime. O nome do hoje petista também aparece em documento de 1975 da extinta Divisão de Segurança e Informações da Petrobras. O relatório citava a militância política e contraindicava a contratação de Wagner para uma vaga de estágio.
"Registra antecedentes políticos ideológicos. Elemento pertencente ao Partido Comunista do Brasil. Citado em depoimento de vários subversivos como militante da PUC [do Rio de Janeiro]. Contraindicado por esta divisão para fazer um estágio de operador na Refinaria Landulpho Alves", diz o texto.












