Alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira 18, o senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que continuará à frente da liderança do governo Lula (PT) até uma eventual decisão contrária do presidente. Agentes da PF cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços do parlamentar em Salvador (BA) e em Brasília (DF) no âmbito da investigação sobre as fraudes do Banco Master.

“Não acho que ele (Lula) vai fazer isso, mas se ele fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema”, afirmou Wagner, em entrevista à BandNews. Ele também declarou que não recuará de sua candidatura à reeleição em outubro, na chapa do governador Jerônimo Rodrigues (PT).

“O presidente Lula ligou para mim para se solidarizar, dizer que mantém absoluta confiança. Temos uma relação de mais de 40 anos e, portanto, sabe meu jeito de agir. Se eu tivesse qualquer esquema fora do permitido, seguramente todo mundo saberia.”

Jaques também disse não ter relação com Daniel Vorcaro, dono do Master, e afirmou que esteve com o banqueiro apenas em duas ocasiões, ambas intermediadas por Augusto Lima, ex-sócio da instituição financeira. Lima também foi alvo da operação da PF desta quarta. Ele já havia sido preso na primeira fase da Operação Compliance Zero, em 2025, mas foi solto logo depois.