Apesar da pressão de setores do PT para se afastar completamente do ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (BA), o presidente Lula tem calibrado a dose de apoio ao ex-governador baiano: evita declarações públicas que poderiam inflamar a oposição bolsonarista, mas, por outro lado, descartou fugir de aparições públicas ao lado do senador.
Nesta quarta-feira 1º, o presidente visita o canteiro de obras da ponte que irá ligar Salvador à Ilha de Itaparica, em Vera Cruz (BA). A obra, que terá um custo estimado de mais de 10 bilhões de reais, é uma antiga promessa do governo baiano e é o primeiro evento público do presidente com Jaques Wagner desde a eclosão do caso Master. Os dois chegaram a se reunir a portas fechadas na última semana, mas evitaram aparecer juntos.
O senador foi alvo no último dia 18 de mandados de busca e apreensão por suspeita no âmbito da investigação sobre as fraudes do banco de Daniel Vorcaro. A princípio, negou que deixaria o comando do governo na Casa Alta, mas não resistiu à pressão e fez uma discreta saída.
Apesar de ter deixado o comando do governo para evitar “virar vidraça” e arrastar a campanha presidencial junto com o escândalo, a principal avaliação é que Wagner é importante demais para o petismo — e para Lula pessoalmente — para ser “abandonado” por causa da crise do Master.









