O presidente Lula (PT) dividiu palanque e pediu voto neste sábado (1º) para o senador Jaques Wagner, candidato à reeleição, durante a convenção que oficializou a chapa do partido na Bahia para as eleições, em meio ao desgaste do aliado com as investigações relacionadas ao Banco Master.

Lula chegou a cometer um ato falho ao se referir a Wagner como líder de seu governo no Senado, mais de um mês após ele ter deixado essa função por ter se tornado alvo da Polícia Federal. Ele nega ter cometido irregularidades.

Ao pedir votos para Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil, e Wagner, ambos candidatos do PT ao Senado, Lula afirmou: "Porque esse cara foi um governador extraordinário. Ele foi meu ministro do Trabalho, é líder do governo no Senado".

Pela legislação eleitoral, antes de 16 de agosto, é permitido solicitar apoio político e divulgar ações, mas sem pedido explícito de voto —algo que pode configurar propaganda antecipada.

A um dia da convenção em que se lançará à reeleição à Presidência, em São Paulo, Lula fez um discurso de pouco mais de 30 minutos e não mencionou os novos desdobramentos da investigação da PF, que identificou ao menos 74 chamadas telefônicas entre Wagner e o empresário baiano Augusto Ferreira Lima, ao longo de um ano e meio.