Petista segue favorito na disputa por uma das vagas do estado na Casa legislativa, atrás apenas do correligionário Rui Costa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Rui Costa e Jaques Wagner em campanha por Lula no passado — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/07/2026 - 07:03 Jaques Wagner cai após operação da PF; Rui Costa lidera Senado na Bahia A pesquisa Genial/Quaest revela queda de seis pontos de Jaques Wagner na corrida ao Senado na Bahia, com 16% das intenções de voto, após ser alvo de operação da PF no Caso Master. Rui Costa lidera com 22%. A rejeição a Wagner subiu para 45%. No cenário estadual, ACM Neto e Jerônimo Rodrigues estão tecnicamente empatados na disputa pelo governo. A pesquisa indica que 51% ainda podem mudar o voto ao Senado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra os petistas Rui Costa e Jaques Wagner na liderança da corrida pelas duas vagas do estado ao Senado. Enquanto o ex-chefe da Casa Civil do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm 22% das intenções de voto, numa oscilação dentro da margem de erro desde o levantamento de abril, o ex-líder do governo no Senado marca 16%. Alvo de buscas em 18 de junho numa das fases da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura se ele atuou a favor dos interesses do Banco Master no Congresso em troca de "vantagens indevidas", Jaques Wagner caiu seis pontos na comparação com a sondagem anterior. No levantamento de abril, Costa e Wagner somavam 24% e 22% das intenções, respectivamente. Desta vez, atrás dos correligionários de Lula e aliados do governador candidato à reeleição Jerônimo Rodrigues (PT), o senador Angelo Coronel (Republicanos) e o ex-ministro do governo Jair Bolsonaro João Roma (PL) — ambos integrantes da chapa do candidato ao governo ACM Neto (União) — aparecem empatados em terceiro lugar, com 6% das intenções de voto. Votos em branco, nulos e a intenção de não ir votar registram 24%. Os indecisos são 22%. Ao atingir o então líder do governo no Senado, a ação da PF empurrou o PT e o Palácio do Planalto para dentro do escândalo envolvendo as fraudes de Daniel Vorcaro. Segundo a Genial/Quaest, desde abril, a rejeição a Jaques Wagner — proporção do eleitorado que o conhece e não votaria nele — subiu seis pontos, de 39% a 45%. Outra pesquisa do mesmo instituto divulgada há duas semanas mostrou que seis em cada dez brasileiros (61%) acreditam que Wagner agiu de forma errada no caso Master. Em reação à operação, Jaques Wagner reclamou de "patacoada" da PF contra ele, admitiu relação com sócio do Master e negou que tenha gerado crise a Lula. Este mês, o presidente participou de evento na Bahia ao lado do senador, exaltou a trajetória política do aliado e o incluiu entre as pessoas que o ajudaram na vida. Como mostrou o GLOBO, os grupos políticos de ACM Neto e de Jaques Wagner fecharam um acordo de bastidores para deixar o caso Master fora da disputa eleitoral da Bahia neste ano. Procurados para comentaram o acordo à época da reportagem, eles não se manifestaram. Tanto o ex-prefeito como o senador tiveram nas últimas semanas os seus nomes vinculados ao caso. No dia 11 de março, O GLOBO revelou, com base em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag. A quantias foram repassadas logo após as eleições de 2022, entre março de 2023 e maio de 2024. ACM Neto afirmou que os valores são referentes a serviços de consultoria e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos à Justiça. Já no dia 18, o portal Metrópoles mostrou que a nora de Jaques Wagner recebeu pelo menos R$ 11 milhões do Master. O valor foi pago à empresa BK Financeira, que tem como sócia Bonnie Toaldo Bonilha, casada com um enteado do senador. O contrato foi firmado em 2021. Em nota, o senador disse que “não tem conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”. No caso do PT, há ainda as relações do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master, com figuras do partido, como o ministro Rui Costa (Casa Civil). Quando era governador do estado, Costa privatizou a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede de supermercados Cesta do Povo, arrematada em 2018 por Lima. De acordo com a Genial/Quaest, Rui Costa tem a maior proporção de eleitores que o conhecem e votariam nele, 47%, seguido por Wagner (36%). Os petistas, por outro lado, são também os que registram maior "rejeição" (39% e 45% dos entrevistados afirmaram conhecê-los, respectivamente, mas indicaram que não os apoiariam nas urnas). Neste aspecto, os integrantes da chapa de ACM Neto têm o desafio de serem mais conhecidos pelo eleitorado da Bahia. Seis em cada dez entrevistados disseram desconhecer João Roma (61%) e Angelo Coronel (64%). Os dois são conhecidos, mas "rejeitados", por 24% e 23%. A aposta do PT nas candidaturas ao Senado de Costa e Wagner selou a saída de Angelo Coronel (Republicanos) da base da gestão petista. O senador deixou o PSD em fevereiro após perder espaço na montagem da chapa majoritária de Jerônimo de 2026. O vice-governador Geraldo Júnior (MDB) completa o arranjo em busca da reeleição. Para o Senado, 51% dos entrevistados indicaram que o voto ainda pode mudar, enquanto 48% afirmaram que a escolha é definitiva. Em abril, 43% dos eleitores do estado se diziam decididos. Disputa para o governo O ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) aparece numericamente à frente do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) em cenários testados para as eleições ao governo da Bahia, conforme pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, o cenário atual é de empate técnico. Os dados da disputa oscilaram dentro da margem de erro desde o levantamento anterior, divulgado em abril. Segundo a Genial/Quaest, os candidatos ao governo Aroldo Felix (UP) e Ronaldo Mansur (PSOL) têm 1%, cada, das intenções de voto. José Estevão (DC) não pontuou. Os indecisos somam 13%, e aqueles que indicam voto em branco, nulo ou a intenção de não votar são 8%. Em um eventual segundo turno, ACM possui 43% das intenções de voto, enquanto o petista marca 39%. Devido à margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, eles estão empatados tecnicamente. Para 54% dos baianos, a decisão do voto já é definitiva, enquanto 44% afirmam que podem mudá-lo caso "algo aconteça". O levantamento ouviu 1.200 pessoas, em 61 municípios baianos, entre os dias 23 e 27 de julho. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob os números BA-02331/2026 e BR-05856/2026. A rejeição de Jerônimo — quando o eleitor conhece o candidato e não votaria nele — é de 40%. O índice é maior que o de ACM, que marca 33% no quesito. Avaliação do governo Na opinião dos baianos, 33% da população acredita que o próximo governador deve mudar totalmente o que vem sendo feito na gestão estadual. Já 43% avaliam que é preciso mudar apenas o que não está bom, enquanto 21% defendem a manutenção do atual trabalho. Para a maioria da população (52%), Jerônimo merece ser reeleito — 41% pensam o contrário. A aprovação do governo Jerônimo oscilou um ponto para cima, a atuais 57%, assim como a desaprovação, que marca 34%. Para 37%, a avaliação da gestão é positiva; 35% avaliam ser regular e 23% consideram o trabalho negativo. No último levantamento, em abril, a avaliação positiva era do mesmo patamar, enquanto a negativa era de 25%.
Genial/Quaest: alvo de operação no Caso Master, Jaques Wagner cai seis pontos na corrida ao Senado na Bahia
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