Segundo o petista, o senador investigado "bloqueou os interesses do banco no Senado, e não o contrário" Ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT) — Foto: Diogo Zacarias/MF - 8/10/2025 O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, defendeu o senador Jaques Wagner (PT-BA) e rechaçou que o correligionário tenha qualquer ligação com o Banco Master. A informação é do jornal “Folha de S.Paulo”. Jaques, que é líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, foi alvo na semana passada de uma Operação da Polícia Federal que investiga a atuação de Daniel Vorcaro, dono do Master. "Sou testemunha de que ele atuou contra o Banco Master e ajudou o governo a bloquear os interesses da instituição", disse Haddad, que acrescentou: "Posso depor onde ele [Jaques] quiser". As declarações foram feitas à colunista Mônica Bergamo. O senador, segundo o relatório da Polícia Federal, atuou no Senado para defender interesses do Master em troca de vantagens indevidas, o que ele nega. A PF cita no documento mensagens entre o senador e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, com menções ao Master. Na noite de segunda-feira (22), a defesa de Wagner entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro André Mendonça, relator da investigação, que autorizou a operação de busca e apreensão na semana passada. Um dos argumentos é que o parlamentar foi contra a aprovação da chamada "emenda Master", que propôs o aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. A emenda foi citada pela PF como um dos exemplos de atuação de Wagner em benefício de Vorcaro. Ao jornal, Haddad endossou a defesa do senador e acrescentou que ele atuou contra a emenda a pedido dele, quando ministro da Fazenda. "Sou testemunha de que ele atuou contra o Master. Jaques Wagner bloqueou os interesses do banco no Senado, e não o contrário", disse Haddad.