A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) apresentou ao Supremo Tribunal Federal, nesta segunda-feira 22, um recurso para anular a decisão que autorizou a busca e apreensão em sua residência na nona etapa da Operação Compliance Zero.
A medida foi cumprida pela Polícia Federal na última quinta-feira 18. Segundo a decisão publicada pelo ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master na Corte. A fase da investigação que mira no senador apura a suposta relação ilícita entre Wagner, Daniel Vorcaro e Augusto Lima, ex-CEO e ex-sócio do Master, respectivamente.
De acordo com a Polícia Federal, as suspeitas contra Jaques Wagner estão concentradas em três frentes: a suposta aquisição, por meio de estruturas empresariais ligadas ao grupo investigado, de um apartamento de alto padrão em Salvador (BA); repasses financeiros à BN Financeira, empresa vinculada ao núcleo familiar do senador; e uma possível atuação no Senado em temas de interesse do Banco Master, como mudanças nas regras do crédito consignado, propostas relacionadas ao Fundo Garantidor de Créditos e discussões envolvendo a tentativa de aquisição do banco pelo BRB.
Segundo o advogado de Jaques, a medida – solicitada pela PF e autorizada pelo STF – está equivocada tendo em vista que o senador jamais teria atuado em prol de Vorcaro e do Master no Congresso. A defesa diz que a única emenda de autoria de Jaques sobre o tema propunha “limitar juros e proteger os consumidores”, o que seria contrário aos interesses do banco.











