Defesa do senador que há “erros graves" em investigação que conecta o petista ao Banco Master Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado A defesa de Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, entrou com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a operação de busca e apreensão realizada na semana passada nas investigações sobre o Banco Master. O senador foi alvo da nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira (18). O parlamentar, segundo as apurações, teria atuado para defender interesses do Master. O político nega. Em nota, a defesa diz que a operação foi “equivocada” e que há “erros graves que comprometem a medida”. “O senador jamais atuou no Congresso Nacional para favorecer o Banco Master. Prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema, apresentada à Medida Provisória 1106/2022, propunha limitar juros e proteger os consumidores, justamente o contrário dos interesses do Banco”, diz. A defesa também afirma que o líder do governo no Senado se posicionou contra a chamada “Emenda Master”, que propôs o aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. “Em relação aos valores em espécie encontrados, a defesa aponta que todos têm origem lícita e comprovada: parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular. Não há nada a ocultar", conclui a nota. Na operação, a Polícia Federal (PF) encontrou US$ 49 mil e 33,5 mil euros em espécie em locais ligados ao senador. Segundo a decisão que autorizou a operação, conversas entre Wagner e Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, dono do Master, indicam que o político não seria “mero destinatário passivo de informações, mas interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo econômico investigado”. A PF também afirma que Wagner e Augusto Lima trocaram mensagens sobre a venda do Master ao Banco de Brasília (BRB). O ex-sócio do Master, na ocasião, teria dito: "Você mais do que ninguém sabe da minha história e faz parte disso". As supostas vantagens em favor de Wagner, segundo a PF, iriam desde compras de ingressos de shows da cantora Taylor Swift para familiares do senador e viagens em jatinho emprestado de Augusto Lima até a aquisição de um apartamento de R$ 2,45 milhões para o parlamentar. Mendonça indicou na decisão que a operação de compra do imóvel e o pagamento a empresa de familiares de Wagner seriam “elementos de maior densidade na esfera criminal”. A compra do apartamento foi realizada após o senador encaminhar ao empresário, em novembro de 2024, mensagem indicando dados da unidade que tinha interesse no empreendimento de luxo chamado Poéme Horto, em Salvador.
Jaques Wagner pede que Supremo anule operação da PF
Defesa do senador que há “erros graves" em investigação que conecta o petista ao Banco Master
Wagner ricorre a Corte Suprema per annullare operazione PF: trovati USD 49k e EUR 33,5k su indagini Banca Master. Governance risk e compliance concerns su istituzioni finanziarie critiche; instabilità politica riduce certezza normativa di mercato.











