Advogados do líder do governo Lula no Senado acionaram a Corte para reverter decisão que autorizou os mandados de busca e apreensão 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro André Mendonça, no plenário do Supremo Tribunal Federal — Foto: Gustavo Moreno/STF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 18:11 STF analisará pedido de Jaques Wagner para anular operação da PF O pedido do senador Jaques Wagner (PT-BA) para anular uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal será analisado pela Segunda Turma do STF, que tem respaldado as decisões do ministro André Mendonça. A operação investiga supostas vantagens econômicas ilegais relacionadas ao Banco Master. A defesa de Wagner contesta a legalidade da ação e alega que os valores em espécie encontrados têm origem lícita. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O pedido da defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) para que o Supremo Tribunal Federal (STF) anule a busca e apreensão realizada na semana passada deve ser analisado pela Segunda Turma, que tem chancelado as decisões do ministro André Mendonça, relator da investigação sobre o escândalo do Banco Master. O recurso apresentado pelos advogados do líder do governo Lula no Senado ao STF segue os moldes dos que as defesas de outros investigados têm apresentado. O pedido é que o relator reconsidere, individualmente, a decisão, e/ou que as alegações sobre supostas nulidades na busca e apreensão sejam analisadas diretamente pela Segunda Turma do STF. Interlocutores de Mendonça dizem que a tendência é que o ministro leve para a análise do colegiado a decisão que tomar a respeito do recurso. Como mostrou O GLOBO, os desdobramentos do caso Master formaram uma nova rede de apoio em torno de Mendonça na Segunda Turma. A mudança na dinâmica de forças do colegiado ganhou mais um capítulo quando foi mantida a prisão de Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Até o momento, todas as decisões de Mendonça sobre o Master que foram submetidas ao crivo do colegiado foram chanceladas. No caso de Wagner, Mendonça autorizou as buscas para viabilizar a eventual apreensão de documentos, celulares, notas fiscais e comunicações relacionados à "suposta entrega de vantagens econômicas indevidas, à atuação parlamentar de interesse do Banco Master e à utilização de empresas interpostas para ocultação ou dissimulação de valores". Segundo o ministro, outras diligências não teriam a mesma eficácia para acessar e preservar as provas considerando a "complexidade da engrenagem" identificada pela Polícia Federal. "O estado atual da investigação revela plausibilidade concreta da hipótese de que documentos, dispositivos e registros essenciais à elucidação dos fatos estejam sob a guarda dos alvos indicados", escreveu Mendonça. Ao pedir as buscas, a PF sustentou que o senador foi o beneficiário de supostas vantagens econômicas pagas por integrantes do banco de Daniel Vorcaro, em especial Augusto Lima, ex-sócio do banqueiro. Segundo os investigadores, mensagens, áudios e chamadas de voz demonstram a relação de "elevado grau de confiança pessoal" entre o líder do governo no Senado e o empresário, relação esta que teria propiciado "tratativas em prol da defesa de interesses privados" do Master. A corporação suspeita da atuação parlamentar de Wagner, sustentando que o parlamentar manteve interlocução direta com Augusto Lima durante a tramitação de propostas, no Congresso Nacional, sobre crédito consignado e o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e ainda durante a fiscalização parlamentar sobre a compra do Master pelo Banco Regional de Brasília. Ao questionar a decisão que autorizou a 9ª fase da Operação Compliance Zero, a defesa do senador apontou supostos "erros graves que comprometem a medida”. Os advogados ainda sustentaram que valores em espécie encontrados em endereços ligados ao parlamentar — US$ 49 mil, durante busca em Brasília, e 33,5 mil euros e US$ 6,175 mil em endereço em Salvador — têm “origem lícita e comprovada”. “Parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular. Não há nada a ocultar. O próprio Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens”, diz nota da defesa.
Segunda Turma do STF, que tem apoiado Mendonça no caso Master, vai analisar pedido de Jaques Wagner para anular operação da PF
Advogados do líder do governo Lula no Senado acionaram a Corte para reverter decisão que autorizou os mandados de busca e apreensão










