Líder do governo no Senado foi alvo de operação nesta quinta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Jacques Wagner (PT-BA) integra a comitiva do presidente Lula para a Assembleia Geral da ONU — Foto: Cristiano Mariz / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 09:19 Operação Compliance Zero: PF investiga Jaques Wagner e banqueiro A Polícia Federal investiga uma possível relação ilícita entre Jaques Wagner, líder do governo no Senado, e o banqueiro Daniel Vorcaro, além do ex-sócio do Banco Master, Augusto Lima. Autorizada pelo ministro André Mendonça, a operação busca evidências de corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação é parte da Operação Compliance Zero, que já atingiu outras figuras públicas, revelando esquema de fraudes financeiras bilionárias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Federal apura uma "possível relação ilícita" entre o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ex-sócio do Banco Master Augusto Lima, diz o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), na decisão que autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira. Conforme o ministro, a PF identificou elementos que indicam recebimento de "vantagens econômicas indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente. As referidas vantagens envolviam o uso gratuito de aeronaves vinculadas a Augusto Lima ou do Master, o recebimento de ingressos para shows no exterior de elevado valor, como um show os Estados Unidos, pagamentos à empresa vinculada a seu núcleo familiar e a aquisição de um apartamento de R$ 2,4 milhões em Salvador. "A Polícia Federal sustenta que, no curso das investigações, foram identificados elementos indicativos de recebimento de vantagem econômica indevidas pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por intermédio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias vinculadas ao grupo econômico investigado", diz a decisão de Mendonça. Como contrapartida, o ministro afirma que há indícios de atuação do parlamentar em temas de interesse do Banco Master, "especialmente em matéria de crédito consignado, em relação ao limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e em iniciativa parlamentar voltada à fiscalização e controle da operação de aquisição do Banco Master pelo BRB". Além de determinar o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra Jaques Wagner, o ministro André Mendonça proibiu o senador de manter contato com o enteado e a nora, bem como com os responsáveis pelo empreendimento ligado ao apartamento de R$ 2,4 milhões. Mendonça também o proibiu de exercer atividades de gestão em empresas citadas na investigação, entre elas a companhia administrada por sua nora. Além de Jaques Wagner, a operação também teve como alvo o empresário Augusto Lima , ex-sócio de Vorcaro. Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão são cumpridos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF afirmou em nota que a operação busca "apurar a eventual participação de agente público em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional". Ainda segundo a corporação, os "fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro". Compliance Zero Deflagrada em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero começou investigando a suposta criação de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de títulos fraudulentos pelo Banco Master em um esquema de fraude bilionário. Com o avanço das apurações, outras figuras passaram a ser atingidas, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), pela relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso, A PF ampliou o foco da investigação e apura também uma suposta rede de corrupção e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, além da existência de uma estrutura paralela de intimidação e espionagem, apelidada de "A Turma".
Caso Master: PF aponta suspeita de pagamento de 'vantagens indevidas' a Jaques Wagner, diz Mendonça
Líder do governo no Senado foi alvo de operação nesta quinta-feira
















