Governistas reconhecem o desgaste do episódio e temem o impacto na campanha de reeleição de Lula 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Jaques Wagner, líder do governo, durante entrevista — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 22:41 PF investiga Jaques Wagner por supostos favores ao Banco Master, PT sob pressão A operação da PF que atingiu o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), revelou vínculos entre o escândalo do Banco Master e o PT da Bahia. A PF investiga se Wagner favoreceu o banco no Congresso em troca de benefícios. O episódio preocupa governistas quanto à reeleição de Lula, mas Wagner mantém apoio do presidente. A oposição usa o caso para atacar o PT, destacando conexões com gestões anteriores na Bahia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A operação da Polícia Federal realizada na quinta-feira e que teve como um dos alvos o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), expôs os elos do escândalo do Banco Master com o PT da Bahia. Wagner foi alvo de operação que apura se ele atuou a favor dos interesses do Banco Master no Congresso em troca de "vantagens indevidas". A corporação suspeita da atuação do senador a favor de projetos de interesse do banqueiro Daniel Vorcaro, como a "emenda Master", em troca de benefícios como um apartamento de luxo de R$ 2,4 milhões em Salvador e repasses a uma empresa de sua nora. O inquérito também identificou o pagamento de ingressos para um show no exterior. Governistas reconhecem o desgaste do episódio e temem o impacto que isso pode ter na campanha de reeleição do presidente Lula. Apesar de um grupo de aliados defender a saída de Wagner da liderança do governo, o próprio senador indicou em entrevista que teve apoio de Lula e deverá permanecer no cargo. Oposicionistas, por sua vez, passaram a usar a operação como uma forma de atacar o petista e seus aliados, numa tentativa de descolar o escândalo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário do presidente na eleição, que vinha sendo criticado por ter pedido dinheiro a Daniel Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. Eles tentam jogar o desgaste do Master ao PT, afirmando que uma das origens do caso da fraude bancária teria começado nas gestões do partido na Bahia, quando Rui Costa (ex-ministro da Casa Civil de Lula) era governador. A PF apontou relação próxima de Wagner com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro. A relação entre o PT da Bahia e o empresário remonta ao governo Rui Costa, quando ele privatizou a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), dona da rede de supermercados Cesta do Povo. A Ebal foi comprada por Lima, que também arrematou um cartão de crédito consignado para servidores e aposentados. Esse cartão, depois nomeado Credcesta, teve a operação expandida para todo o país em parceria com o Master, banco que o empresário deixou em 2023. Um governista que defendia que Wagner deixasse a liderança do governo afirma que uma das coisas que preocupa aliados agora é se o ex-ministro da Casa Civil Rui Costa também pode ser alvo de operação da PF. A corporação apontou que mensagens, áudios e chamadas de voz demonstraram relação de “elevado grau de confiança pessoal” entre Wagner e Augusto Lima. Em um dos diálogos interceptados pelos investigadores, o empresário afirma ao senador: "Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!”. A PF suspeita da atuação parlamentar do senador em temas de interesse do Master, como na tramitação de propostas sobre crédito consignado e o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e ainda durante a fiscalização parlamentar sobre a compra do Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB). A PF apontou uma correlação entre essas atuações e supostas “vantagens econômicas indevidamente” recebidas por Wagner. As suspeitas recaem em três momentos: a apresentação de uma emenda a uma medida provisória (MP), editada em 2022, sobre o aumento da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela CLT, para os aposentados e pensionistas vinculados ao RGPS, com autorização para empréstimos e financiamentos por beneficiários do BPC e de outros programas federais de transferência de renda; na tentativa de aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com repercussão sobre o limite de cobertura do FGC; e na fiscalização da operação de potencial aquisição do Master pelo BRB.
Operação da PF que mirou líder do governo Lula expõe elos do Master com PT da Bahia
Governistas reconhecem o desgaste do episódio e temem o impacto na campanha de reeleição de Lula
PF investiga senador Wagner por favorecimento ao Banco Master em troca de apartamento R$ 2,4M, ligado a PT da Bahia. Governance failure sinaliza regulatory risk para operações tech no Brasil.














