Operação deixa PT acuado, traz o Credcesta à tona e reforça que Caso Master não tem ideologiaImpacto ainda é maior sobre a direita, mas operação contra Jaques Wagner deixa o partido na defensiva. Crédito: EstadãoA Operação da Polícia Federal nesta quinta-feira, 18, contra o líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner, deixa o PT na defensiva e reforça o entendimento de que o Caso Master não tem ideologia política ou recorte partidário. Em outras palavras, não é de esquerda nem de direita, porque atinge os dois grupos, ainda que em intensidades diferentes. Wagner é acusado pela Polícia Federal de manter uma relação ilícita com o banqueiro Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Master. O líder do governo teria recebido diversos favores de Lima e negociado um apartamento em Salvador, no valor de R$ 2,45 milhões, além de repasses de mais R$ 3,5 milhões, e diversos outros “favores”, como ingressos para camarotes em shows internacionais, com custos de dezenas de milhares de reais. O senador Jaques Wagner (PT-BA) atua como líder do governo Lula no Senado Foto: Carlos MouraPUBLICIDADEEm troca, ele teria atuado para favorecer interesses do Master no Senado, como no caso da emenda que tentou ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de R$ 250 mil para R$ 1 milhão, na aprovação de outra emenda que ampliou as margens para a concessão de crédito consignado de aposentados, e na própria aprovação da venda do Master para o BRB.A atuação especialmente no consignado remete ao Credcesta, um cartão de crédito consignado de servidores públicos que teve origem no governo da Bahia, governado pelo PT. Ele nasceu em uma rede de supermercados estatal, a Cesta do Povo, que era operado pela Empresa Baiana de Alimentos (Ebal). Essa estatal foi privatizada em 2018, no governo de Rui Costa, ex-chefe da Casa Civil de Lula, e quando Wagner era secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado. Augusto Lima adquiriu a Ebal e o Credcesta por R$ 15 milhões, depois de duas tentativas frustradas de privatização. Ele foi o único a dar lance pelos ativos. Em 2020, virou sócio de Vorcaro no Master, colocando o Credcesta para dentro do banco. Depois, esse produto financeiro foi expandido para 24 Estados e 176 municípios, transformando no principal ativo da instituição financeira. PublicidadeWagner terá muito a se explicar, e resta a dúvida se Rui Costa também será alvo de operação nos próximos meses. As primeiras reações do PT até aqui, como fala do ministro da Fazenda, Dario Durigan, de que confia em Wagner, são protocolares e pouco acrescentam.O saldo do impacto do caso Master, até aqui, ainda é mais grave para a direita, especialmente para o candidato Flávio Bolsonaro, que foi pego em uma conversa pedindo dinheiro a Vorcaro. Mas a operação desta quinta-feira deixa o PT e o governo Lula acuados a poucos meses das eleições.
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Impacto ainda é maior sobre a direita, mas operação contra o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, deixa o partido na defensiva










