0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Jaques Wagner, líder do governo: encrencado — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo A Operação Compliance Zero chegou hoje à Bahia e ao governo Lula, um fato que terá implicações no cenário eleitoral em curso. Pela primeira vez, o Palácio do Planalto será obrigado a se manifestar sobre o Caso Master tendo um de seus mais importantes representantes como alvo de uma operação da PF. A Compliance Zero já tinha passado mais discretamente pela Bahia e mantinha-se a relativa distância do governo federal, mas desta vez entrou pela porta da frente ao escolher como alvo principal Jaques Wagner, líder do governo no Congresso e ex-governador da Bahia —além de voltar novamente as baterias para Augusto Lima, ex-sócio principal de Daniel Vorcaro, que havia sido preso na primeira fase da operação, mas solto logo depois. A operação de busca e apreensão que a PF está fazendo neste momento na casa e nos escritórios de Jaques Wagner joga pela primeira vez um importante quadro da esquerda e do PT dentro do Caso Master. Até agora, somente personagens importantes da direita estavam dentro desta lama. Embora não seja o ponto de partida da Operação Compliance Zero, a Bahia tem forte centralidade nas investigações. Por pelo menos duas frentes: *O Credcesta, vinculado ao Banco Mastrer, é o cartão de benefício e crédito consignado voltado para servidores públicos, aposentados e pensionistas estaduais. Sua relação com o governo da Bahia é profunda. *Sob o comando do Master, o Credcesta deixou de ser apenas um cartão de compras e passou a oferecer empréstimos de grande escala. Em 2022, um decreto do governo Rui Costa limitou a portabilidade dessa dívida para outras instituições. Isso blindou a operação do Master e garantiu exclusividade sobre o salário dos servidores baianos.