A operação da Polícia Federal contra o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), provocou temor no entorno do presidente Lula (PT) pela avaliação de que trouxe a crise do Banco Master para o Planalto e de que pode amortecer o discurso da campanha petista contra Flávio Bolsonaro (PL).
Além de líder do governo no Senado, Jaques Wagner é uma figura influente no PT e tem relação pessoal com Lula, que por vezes o chama de "meu galego". Ele foi fundador do partido, governou a Bahia e também foi ministro da Defesa e da Casa Civil durante o governo de Dilma Rousseff (PT).
Por ora, Lula decidiu manter Jaques Wagner na liderança do governo. Eles conversaram após a operação, segundo o senador. "Ele fez questão de me ligar, se solidarizar comigo", narrou o parlamentar, que negou ter recebido repasses do Master, em entrevista à Band.
Interlocutores do presidente, porém, narram incômodo pela exposição do chefe do Executivo e avaliam que o parlamentar exagerou ao narrar o contato. Na mesma entrevista, Wagner disse que permaneceria no cargo, a menos que Lula decidisse o contrário.
Uma ala do governo dizia acreditar que Wagner entregaria o cargo de líder, num gesto para preservar a gestão petista. Havia a saída de anunciar o afastamento para se defender da investigação ou para focar na sua campanha de reeleição ao Senado na Bahia.











