0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (RJ) — Foto: Fotos de Evaristo Sá/AFP e Andressa Anholete/Agência Senado A revelação da PF de que o senador Jaques Wagner, líder do governo, foi "beneficiário central" de "vantagens econômicas" pagas por integrantes do Banco Master não deve mudar, ao menos por enquanto, os planos da comunicação de Lula para a campanha eleitoral. O argumento repetido por petistas é o de que Jaques Wagner não disputa a Presidência da República e o principal opositor de Lula, Flávio Bolsonaro, tem provas contra si mesmo por sua relação para lá de próxima com Daniel Vorcaro. A estratégia traçada no entorno do presidente, por ora, é continuar explorando politicamente o envolvimento do Zero Um com Daniel Vorcaro, por meio das visitas do senador ao ex-banqueiro, pedidos de recursos para o filme Dark Horse e o fato de Flávio ter negado inicialmente a relação com Vorcaro. Resume um graúdo do governo: — Vamos seguir usando o caso Master, sim. Flávio enfrenta Lula. E não Wagner. Wagner é candidato ao Senado. Na Bahia. A aposta, porém, não elimina os riscos para Lula. Jaques Wagner é um dos principais aliados do presidente e uma das figuras mais influentes do PT na Bahia, estado que há anos figura entre os maiores redutos eleitorais do partido. Além disso, ainda não está claro qual é a real extensão do caso Master nem quais outros personagens poderão surgir ao longo das investigações.