Reação ocorre em meio à desgaste causado na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro após revelação de sua proximidade com Daniel Vorcaro em caso 'Dark Horse' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Senador Jaques Wagner — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 09:52 Bolsonaristas Criticam PF e Defendem CPMI no Caso Master e Dark Horse Bolsonaristas reagem à operação da PF contra Jaques Wagner, líder do governo Lula, no caso Master. A ação, parte da Operação Compliance Zero, ocorre em meio a desgastes na pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, associado ao banqueiro Daniel Vorcaro no caso "Dark Horse". Deputados e filhos de Bolsonaro criticam Wagner, enquanto Flávio pede CPMI para investigar fraudes financeiras ligadas ao PT. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Bolsonaristas utilizaram as redes sociais para repercutir a nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira, que tem como um dos alvos o senador Jaques Waquer (PT-BA), líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso. Além de deputados, nomes como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, estão entre os que reagiram à ação contra o petista. Pré-candidato à Presidência, Flávio — alvo de desgastes por conta de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro — aproveitou para cobrar a abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o esquema de fraudes financeiras, além de relacionar a atividade criminosa ao petismo. "Escândalo envolvendo o PT é como a incompetência do governo Lula: não tem como esconder. CPMI do Banco Master já!", escreveu Flávio. Pré-candidato ao senado pelo Novo, o deputado Marcel Van Hattem publicou um vídeo para reagir à operação. Segundo ele, as investigações relacionadas ao suposto envolvimento do PT no caso Master estão chegando "onde tudo começou": — Estamos chegando aos responsáveis pela roubalheira dos aposentados e também do Banco Master. Dia de muita atenção — afirmou o parlamentar. — Vamos acompanhar os desdobramentos — completou. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) foi um dos primeiros do campo da direita a repercutir a operação contra o petista. O parlamentar compartilhou a notícia da ação da Polícia Federal, e ironizou escrevendo "bom dia". Na mesma linha, o deputado federal André Fernandes (PL-CE) escreveu uma mensagem de "bom dia" para Jaques Wagner, além compartilhar uma publicação em que o senador pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue o caso Master com rigor. No posicionamento, o petista afirmou que "muitos dos que sobem na tribuna são arautos da moralidade, e o tempo acaba provando que não é bem assim". "Bom dia, líder do governo Lula. Parece que o tempo está provando outra coisa", rebateu André. Eduardo repercutiu a operação ao publicar que "mandados contra petistas estão sendo cumpridos hoje". Nesta semana, o ex-deputado foi condenado pelo STF a quatro anos de prisão por coagir magistrados e articular sanções junto ao governo dos Estados Unidos contra o Judiciário brasileiro. Já a deputada federal Carol de Toni, pré-candidata ao Senado por Santa Catarina, foi outro nome do PL que, assim como Nikolas, divulgou a notícia da ação da Polícia Federal contra Jaques Wagner. Entenda a operação Um endereço ligado a Wagner foi alvo de busca e apreensão pela PF esta quinta-feira. Os agentes realizam a nona fase da Operação Compliance Zero, por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O nome do senador já havia surgido no contexto do caso Master depois de ter sido revelado que a nora dele recebeu pelo menos R$ 11 milhões do banco. O valor foi pago à empresa BK Financeira, que pertence a ela. Em nota, o senador disse que “não tem conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”. A firma, por sua vez, nega irregularidades e diz que prestou serviços. Antes de ser alvo de operação, o senador afirmou que esteve duas vezes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e disse que achava "ótimo" caso ele resolvesse fazer um acordo de delação premiada, tentativa que acabou rejeitada pela PF e a Procuradoria-Geral da República. Wagner vinha classificando o escândalo do Banco Master como uma "trambicagem", negando qualquer envolvimento com as irregularidades investigadas e criticando reportagens que relacionavam seu nome ao caso. Em entrevistas e discursos no Senado, o petista afirmou estar "tranquilo e calmo", disse que não havia investigações sobre sua conduta e atribuiu o esquema a falhas de fiscalização do Banco Central. Conforme a colunista Malu Gaspar, do GLOBO, as investigações da PF apontam que Jaques Wagner viajou com frequência nos jatos de Daniel Vorcaro e ainda recebeu um apartamento de presente em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões de reais. Pedido de dinheiro a Vorcaro Flavio Bolsonaro também teve a campanha impactada pelo escândalo do Master. A crise começou após o Intercept revelar áudios em que o senador pede apoio financeiro a Daniel Vorcaro, dono da banco, para ajudar a concluir “Dark Horse”. Na gravação, o senador demonstra preocupação com atrasos em pagamentos ligados ao longa e cita o risco de não conseguir honrar compromissos assumidos com integrantes da equipe do filme, incluindo o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh. Desde então, reportagens também passaram a apontar participação formal do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro na estrutura financeira do filme, além de mensagens discutindo formas de envio de recursos aos Estados Unidos. A Polícia Federal investiga se parte do dinheiro ligado ao longa poderia ter sido usada para custear a permanência de Eduardo no exterior. Na tentativa de conter o desgaste, Flávio passou a defender publicamente a instalação de uma CPMI para investigar o Banco Master e anunciou que pediu uma prestação de contas detalhada da produtora e do fundo ligado ao investimento do filme.