Líder do governo no Senado foi alvo de operação sob suspeita de receber vantagem indevida de ex-sócio de Daniel Vorcaro no banco 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Jaques Wagner e o diretor-geral da PF conversam no Palácio do Planalto — Foto: Jeniffer Gularte/OGlobo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 11:16 Jaques Wagner se reúne com diretor da PF antes de operação que o investiga Jaques Wagner, líder do governo no Senado, conversou com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em evento no Planalto, nove dias antes de operação da PF que investigou Wagner por supostas vantagens indevidas ligadas ao Banco Master. A investigação aponta possíveis atos de corrupção e lavagem de dinheiro. Além de Wagner, o empresário Augusto Lima também foi alvo, com mandados cumpridos em três estados. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), teve uma conversa com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nove dias antes da operação que teve o parlamentar como alvo. O encontro entre os dois ocorreu em 9 de junho no Palácio do Planalto, ao fim de um evento de assinatura de decreto de regulamentação do Estatuto da Segurança Privada. Os dois conversaram nos bastidores do evento enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva posava para fotos com trabalhadores da segurança privada. Durante o diálogo, o senador gesticula e faz gestos para o delegado, que o escuta atentamente. Não é possível saber o teor do diálogo. Procurados, Andrei Rodrigues e Jaques Wagner não se manifestaram. Jaques Wagner e Andrei Rodrigues conversam no Planalto em 9 de junho O líder do governo no Senado foi alvo nesta quinta-feira de uma operação da Polícia Federal que apura se ele atuou no Congresso a favor dos interesses do Banco Master em troca de “vantagens indevidas”. Os investigadores suspeitam da atuação de Jaques em três momentos: – a apresentação de emenda a uma Medida Provisória, editada em 2022, sobre o aumento da margem consignável da remuneração disponível para os trabalhadores regidos pela CLT, para os aposentados e pensionistas vinculados ao RGPS, com autorização para empréstimos e financiamentos por beneficiários do BPC e de outros programas federais de transferência de renda; – na tentativa de aprovação da PEC nº 65/2023, com repercussões sobre o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC); — na fiscalização da operação de potencial aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB); – A Polícia Federal aponta uma correlação entre tais atuações e supostas "vantagens econômicas indevidamente" recebidas pelo parlamentar, como o uso gratuito de aeronaves de Augusto Lima e do Banco Master; o recebimento de ingressos para shows no exterior de alto valor; a compra de um apartamento; e pagamentos à empresa vinculada a seu núcleo familiar. O nome do senador já havia surgido no contexto do caso Master depois de ter sido revelado que a nora dele recebeu pelo menos R$ 11 milhões do banco. O valor foi pago à empresa BK Financeira, que pertence a ela. Na época, o parlamentar disse que não tinha "conhecimento de nenhuma investigação, uma vez que jamais participou de qualquer intermediação ou negociação em favor da empresa citada”. Além de Jaques Wagner, a operação também teve como alvo o empresário Augusto Lima , ex-sócio de Vorcaro. Ao todo, 18 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A PF afirmou em nota que a operação busca "apurar a eventual participação de agente público em esquema de irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro nacional". Ainda segundo a corporação, os "fatos investigados podem caracterizar, em tese, os crimes de corrupção passiva, de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro".