Líder do governo no Senado foi alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta-feira Senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado — Foto: Edilson Rodrigues/Edilson Rodrigues/Agência Senad Líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (BA), teria atuado em temas de interesse do Banco Master no Congresso, como crédito consignado, Fundo Garantidor de Crédito (FGC) e a aquisição da instituição pelo Banco de Brasília (BRB), segundo a Polícia Federal (PF). Ele foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18). As ações estão destalhadas na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que autorizou as medidas de busca e apreensão da operação da Polícia Federal (PF). Segundo o ministro, a PF descreveu conversas por telefone e por mensagens entre Wagner e o ex-sócio de Daniel Vorcaro no Master, Augusto Ferreira Lima, que indicam que o senador não seria “mero destinatário passivo de informações, mas interlocutor relevante em temas sensíveis ao grupo econômico investigado”. Em março de 2022, Wagner apresentou uma emenda à medida provisória que ampliava a margem de crédito consignado aos segurados e autorizaria a realização de empréstimos e financiamentos para beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Segundo a PF, a emenda teria sido apresentada próxima ao início das relações contratuais entre o Master e a BN Financeira, empresa ligada ao núcleo familiar do parlamentar. Há também registros de conversas por telefone de Lima e Wagner na data da inclusão de uma emenda à proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o FGC, em agosto de 2024. A PF também apontou que os dois trocaram mensagens sobre a venda do Master ao BRB por mensagens. O ex-sócio do Master, na ocasião, teria dito "Você mais do que ninguém sabe da minha história e faz parte disso".