Já o presidente do BC, Gabriel Galípolo, ressalta que "é normal esse desejo por algum tipo de ‘guidance’, mas nenhum outro banco central está fazendo isso e a literatura não recomenda, justamente pelo momento de incerteza" O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse há pouco que "o balanço de risco assimétrico não exige uma reação mecânica do ponto de vista da política monetária". Ele explicou que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central não disse explicitamente no comunicado que o balanço de riscos para a inflação era assimétrico porque considerou que isso estava evidente porque foram descritos quatro riscos altistas para a inflação e três baixistas. Galípolo participa da entrevista coletiva do Relatório de Política Monetária. O diretor de assuntos internacionais e interino de política econômica do BC, Paulo Picchetti, comentou que parte das reações negativas do mercado ao comunicado se deveu à falta de sinalização sobre seu passo futuro de politica monetária. "O Banco Central não vê valor presente em fazer uma sinalização em um cenário com tanta incerteza", disse Picchetti. Ele reconheceu que o texto maior do que o usual do comunicado também pesou nas dificuldades de entendimento sobre o comunicado. "O parágrafo do comunicado do Copom buscava sintetizar discussões, e sabíamos que geraria bastante reação simplesmente por ser um comunicado muito diferente do usual." Já Galípolo afirmou que "é normal esse desejo por algum tipo de ‘guidance’, por sinalizações que o BC fará no futuro, mas nenhum outro banco central está fazendo isso e a literatura não recomenda, justamente pelo momento de incerteza". Presidente do BC, Gabriel Galípolo, e diretor Paulo Picchetti — Foto: Raphael Ribeiro/BCB