O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta sexta-feira (24) que a autoridade monetária se comporta mais como um "transatlântico" do que um "jet ski" e, por isso, evita reações "nervosas" ou "tempestivas" a indicadores isolados na condução da política monetária.
Segundo Galípolo, o cenário atual ainda exige uma política monetária restritiva. Ele afirmou que os efeitos da taxa Selic sobre a economia têm se intensificado gradualmente, o que demanda o acompanhamento de um conjunto amplo de indicadores antes da definição dos próximos passos da política monetária.
As declarações foram feitas durante um painel na Expert XP, festival de investimentos promovido pela XP Investimentos, em conversa com o economista-chefe da instituição, Caio Megale.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galipolo, durante coletiva de imprensa na sede do Banco Central do Brasil, em Brasília - Adriano Machado - 26.mar.2026/Reuters
O mercado acompanha as declarações de Galípolo em busca de sinalizações sobre os próximos passos da política monetária. O BC reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano, na última reunião do Copom, e indica que as próximas decisões seguirão dependentes da evolução do cenário econômico.








