Presidente do BC se esquivou de pergunta sobre se autoridade monetária vê risco iminente à atividade econômica e às projeções de inflação provocado pelo elevado endividamento O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, se esquivou de uma pergunta sobre se a autoridade monetária vê um risco iminente à atividade econômica e às projeções de inflação provocado pelo elevado endividamento das famílias e das empresas. Em sua resposta, o dirigente afirmou que o BC separa as questões entre o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef). “Quando a gente olha para as famílias, o endividamento maior está relacionado com modalidades de crédito que não têm garantias, como o rotativo e o cartão de crédito", disse durante participação na Expert XP. Segundo ele, houve um movimento de ordem global de aumento no uso dos cartões de crédito após a pandemia e, no Brasil, esse cenário foi potencializado pela bancarização provocada pelo Pix. “Essa é uma dívida pouco sensível à política monetária. Quando você olha para os níveis de juros pagos, eles estão na ordem de 15% ao mês. Ele é pouco sensível à política monetária, mas demanda fazer estudos sobre a estrutura deste mercado", afirma. Do ponto de vista do endividamento corporativo, Galípolo avaliou que pequenas e médias empresas, especialmente nos setores de serviços, podem ter dificuldade de conseguir crédito mais barato pela estrutura das garantias. “A ideia de ter recebíveis e securitizáveis neste segmento acaba gerando uma dificuldade. Mas, vimos o tamanho do crescimento do mercado de capitais e isso também liberou balanço de bancos para atender empresas de porte menor", afirmou. Neste sentido, Galípolo voltou a ressaltar indicadores que mostram o aumento do fluxo de pagamentos de crédito na economia e que isso também ajudou a conter os estímulos à demanda e seus efeitos na atividade. “Isso é esperado e é o canal de transmissão da política monetária funcionando", apontou. Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo — Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Em crédito, problema maior no caso das famílias está nas operações sem garantia, diz Galípolo
Presidente do BC se esquivou de pergunta sobre se autoridade monetária vê risco iminente à atividade econômica e às projeções de inflação provocado pelo elevado endividamento







