PUBLICIDADE Operação da Polícia Civil e do MP-SP desta quinta prendeu vereador e apontou que empresa, que opera ônibus na Zona Leste da capital, tinha ligação com integrantes da facção criminosa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 11:03 Prefeitura de SP intervém em empresa de transporte suspeita de ligação com PCC O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou intervenção na Transunião Transportes após suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC, reveladas por operação da Polícia Civil e MP-SP. A empresa, que opera na Zona Leste, estaria ligada à facção criminosa. Vereador Senival Moura (PT) foi preso por envolvimento. A SPTrans administrará a concessionária enquanto investigações prosseguem. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou ao GLOBO que vai fazer uma intervenção na Transunião Transportes, após uma operação deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) mostrar, nesta quinta-feira (25), que a empresa tem ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A Transunião opera 30 linhas na Zona Leste da capital, desde 2019. Em 2024, a prefeitura já interveio na Transwolff e na Upbus, outras duas concessionárias de ônibus que também foram alvos de operações por suspeitas de conexões com o PCC e, no ano passado, decretou a caducidade dos contratos de concessão com as empresas. Na prática, com a intervenção, a SPTrans vai indicar funcionários para administrar a concessionária, enquanto tramita eventual o processo administrativo que vai apurar responsabilidades e pode culminar a eventual rescisão contratual. A Operação Última Parada, deflagrada nesta quinta, cumpre cinco mandados de prisão - foram três pessoas presas até o momento. Um deles foi o vereador da capital, Senival Moura (PT), e outro Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, e Devanil de Souza Nascimento, conhecido como “Sapo”. Também são alvos de mandados de prisão Leonel Moreira Martins e Lourival de França Monario, mas eles ainda não foram presos. A Prefeitura de São Paulo afirmou, em nota, que a circulação dos ônibus da Transwolff permanece inalterada, "com a frota atendendo normalmente as linhas sob sua responsabilidade e sem prejuízo ao atendimento da população". Segundo as investigações, Senival participava de um suposto esquema de lavagem de dinheiro para a facção criminosa PCC) envolvendo a Transunião. As apurações do MP e da Polícia Civil apontam que a Transunião era usada por pessoas com “vínculos diretos ou indiretos com o PCC” que exerciam “ingerência sobre a atividade econômica da empresa, controlando a administração da frota operacional, a circulação de recursos financeiros e a redistribuição de receitas”. A investigação teve início após a morte de Adauto Soares Jorge, em março de 2020. Ele foi morto a tiros no estacionamento de uma padaria em Lajeado, na Zona Leste de São Paulo. Com a apreensão de celulares e pen-drives, foi possível verificar como funcionava a gestão financeira da empresa, e suas relações com Senival Moura e outras pessoas. Segundo a Polícia Civil, Adauto foi morto após desentendimentos internos sobre a condução financeira da empresa, e suspeitas de desvios de recursos que beneficiariam o grupo de Senival Moura. A morte dele, ainda de acordo com as investigações, possibilitou uma mudança de controle dos fluxos econômicos da Transunião, mas não interrompeu a ligação da empresa com Senival. Segundo o inquérito, a empresa tinha uma estrutura de comando informal, associada a pessoas com possível vínculo com o PCC, e sua atividade econômica vinculada ao transporte público coletivo da capital também servia como forma de lavar dinheiro para a facção criminosa.
Nunes diz que vai pedir intervenção na Transunião após suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC
Operação da Polícia Civil e do MP-SP desta quinta prendeu vereador e apontou que empresa, que opera ônibus na Zona Leste da capital, tinha ligação com integrantes da facção criminosa














