Durante buscas da operação que apura lavagem de dinheiro do PCC em empresas de ônibus de São Paulo, policiais encontraram um laboratório de drogas, armamento de guerra e R$ 65 mil em espécie 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Operação Última Parada mirou suspeita de conexão da Transunião, que opera linhas de ônibus em São Paulo, a um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC — Foto: Divulgação/Polícia Civil de São Paulo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 12:11 Operação desmantela esquema de lavagem de dinheiro do PCC em SP e prende vereador A Operação Última Parada, conduzida pela Polícia Civil e MP-SP, prendeu o vereador paulistano Senival Moura (PT) e desmantelou esquema de lavagem de dinheiro do PCC em empresas de ônibus. A operação resultou na apreensão de drogas, quatro fuzis e R$ 65 mil. A Transunião, principal alvo, utilizava métodos similares aos de outras concessionárias para ocultar recursos ilícitos. A Justiça bloqueou R$ 197 milhões em bens. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A operação deflagrada nesta quinta-feira (25) pela Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) que culminou na prisão do vereador paulistano Senival Moura (PT) também resultou na apreensão de drogas, quatro fuzis e equipamentos utilizados para o preparo e embalagem de entorpecentes. Segundo os investigadores, o armamento e os entorpecentes foram encontrados durante o cumprimento dos 103 mandados de busca e apreensão expedidos no âmbito da Operação Última Parada, desdobramento da Operação Fim de Linha, que desde 2024 apura a infiltração da facção criminosa em empresas de ônibus que operam o transporte público da capital paulista. Em entrevista coletiva, integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) afirmaram que a investigação identificou na empresa de ônibus Transunião o mesmo método de lavagem de dinheiro já constatado em outras concessionárias alvo de operações anteriores. — Essa investigação é fruto de um trabalho desenvolvido por anos. Foi necessário todo esse tempo para produzir provas técnicas, promover quebras de sigilo, análises pelo Laboratório de Lavagem de Dinheiro, apreensão de material telemático, documentos e outras provas. Da mesma forma que aconteceu nas empresas investigadas na Operação Fim de Linha, comprovou-se também neste caso a utilização da empresa para lavagem de dinheiro proveniente do crime organizado — afirmou Danilo Pugliesi dos promotores responsáveis pela investigação. De acordo com a Polícia Civil, um dos imóveis vistoriados funcionava como laboratório para manipulação de drogas. No local foram apreendidos quatro fuzis, entorpecentes e uma máquina utilizada para embalar drogas. Dois suspeitos detidos no endereço relataram aos policiais que o material pertenceria ao PCC. O armamento e os entorpecentes serão submetidos à perícia. As autoridades também apreenderam R$ 65 mil em espécie escondidos em sacos de lixo. O dinheiro será analisado para verificar eventual ligação com o esquema de lavagem de capitais investigado. A Operação Última Parada cumpriu três de cinco mandados de prisão temporária que foram expedidos pela Justiça e teve como principal alvo a Transunião, uma das maiores concessionárias do sistema de ônibus de São Paulo. Além de Senival Moura, também é alvo o presidente da empresa, Lourival de França Monário, que segundo os investigadores, não foi preso por estar fora do país; Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”; Devanil de Souza Nascimento, conhecido como “Sapo”; e Leonel Moreira Martins. A Justiça determinou ainda o bloqueio de cerca de R$ 197 milhões em bens e valores, além do sequestro de imóveis, embarcações e veículos supostamente adquiridos com recursos provenientes das atividades ilícitas. Segundo o Ministério Público, as apurações indicam que empresas de transporte coletivo teriam sido utilizadas para ocultar e movimentar recursos do PCC, permitindo que dinheiro oriundo de atividades criminosas fosse inserido na economia formal por meio da operação das concessionárias. As autoridades sustentam que o modelo identificado na Transunião reproduz mecanismos já encontrados em outras empresas investigadas desde a deflagração da Operação Fim de Linha.
Operação que prendeu vereador do PT teve apreensão de drogas e quatro fuzis
Durante buscas da operação que apura lavagem de dinheiro do PCC em empresas de ônibus de São Paulo, policiais encontraram um laboratório de drogas, armamento de guerra e R$ 65 mil em espécie










