PUBLICIDADE Tribunal do júri está remarcado para os dias 22 a 26 de fevereiro de 2027; julgamento foi paralisado nesta semana depois de briga entre defesa e promotoria 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada do Fórum Criminal de Guarulhos (SP), onde ocorrerá o julgamento dos assassinos do corretor de imóveis Antônio Vinícius Gritzbach — Foto: Hyndara Freitas RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/06/2026 - 15:37 Julgamento de Policiais por Morte de Antônio Gritzbach é Adiado para 2027 Após Tumulto no Tribunal A Justiça de São Paulo remarcou para fevereiro de 2027 o julgamento dos policiais acusados de matar Antônio Gritzbach, após tumulto entre defesa e promotoria. O júri, iniciado nesta semana, foi dissolvido, e depoimentos anulados. O incidente ocorreu após uma discussão acalorada entre as partes, agravada por acusações de tentativa de incriminação sem provas e alegações de condutas inadequadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Justiça de São Paulo definiu a nova data do julgamento dos três policiais militares acusados de planejar e executar o assassinato do corretor de imóveis Antônio Vinícius Gritzbach. O tribunal do júri está remarcado para os dias 22 a 26 de fevereiro de 2027. O julgamento teve início na segunda-feira desta semana, com previsão de término para a sexta-feira, mas foi paralisado após uma briga entre os advogados de defesa e a promotoria. O júri foi dissolvido, e os sete depoimentos já prestados foram anulados e terão de ser refeitos. Um novo conselho de sentença será convocado e sorteado. Gritzbach foi executado no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em novembro de 2024. A defesa dos PMs decidiu abandonar o plenário depois de uma briga com o promotor Rodrigo Merli, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Em nota, a promotoria afirnou que, "ao contrário do propalado pela defesa dos PMs acusados no processo em referência, o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da Comarca de Guarulhos não foi dissolvido pelo magistrado em função da conduta de um dos promotores de Justiça, mas sim diante da recusa dos advogados em prosseguirem no julgamento, deixando, assim, os réus indefesos para a continuidade da sessão". A promotoria disse que repudia "não só as quase consumadas agressões físicas em face do sobredito promotor, como também lamenta a conduta ao final adotada, que não só posterga a prestação jurisdicional e a pacificação dos conflitos, mas também gera custos ao erário e, principalmente, a revitimização das famílias enlutadas". O clima entre os quatro advogados que defendem o soldado Ruan Silva Rodrigues, o cabo Denis Antônio Martins e o tenente Fernando Genauro da Silva já estava tenso desde o início da tarde de segunda-feira, mas uma nova briga à noite fez com que eles decidissem abandonar a corte. A briga se deu durante a oitiva do capitão da PM Manoel Flávio de Carvalho Barros. O promotor Merli fazia perguntas e questionou a testemunha a respeito de um inquérito, comandado por ele, que investiga um suposto atentado sofrido pelo advogado Mauro Ribas, parte da defesa dos policiais réus no caso Gritzbach. Neste momento, a defesa interveio e afirmou que o promotor estava “criminalizando a advocacia” e trazendo fatos que não tinha “pertinência” ao caso em julgamento. Segundo o promotor, o “capitão apurou” que o atentado foi uma mentira. Em fevereiro de 2025, o carro de Ribas foi alvejado por tiros em Sorocaba (SP), mas ele foi atingido apenas por estilhaços e ficou com ferimentos no rosto. Entretanto, não há provas de que o atentado teria relação com a sua atuação como advogado dos policiais. Os advogados Renan Canto e Cláudio Dalleone afirmaram que o promotor “não tem provas e quer incriminar três homens inocentes” e o acusaram de “querer fugir do julgamento”. Em resposta, o promotor chegou a perguntar para um dos advogados se “ele iria mandar colocar um fuzil em sua cara”. Houve gritos de "fujão" e "vagabundo", os advogados e promotor se aproximaram rosto a rosto e os policiais que estavam fazendo a segurança do plenário foram até a tribuna para evitar que a situação avançasse para a agressão física. O juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo então pediu um intervalo de cinco minutos, mas os ânimos não se acalmaram e a discussão generalizada continuou. Alguns minutos depois, o juiz voltou ao plenário e anunciou a dissolução do júri porque a defesa abandonou o júri. Após o júri ser dissolvido, o promotor afirmou que sua pergunta ao capitão da PM “desmascarava uma das teorias da defesa no sentido de que o doutor Mauro Ribas teria sofrido um atentado no começo de 2025”, que teria afirmado de que foi alvo de “verdadeiros assassinos não queriam que ele elucidasse a verdade”. — O capitão da PM que estava prestando o depoimento foi o responsável por apurar esse suposto atentado, e ele apurou que esse suposto atentado era uma fraude, uma mentira. E quando eles viram que o castelo de cartas deles estava sendo destruído, abandonaram (o plenário). Nós apenas estávamos conseguindo demonstrar para os jurados que mais uma vez a defesa cria narrativas para colocar bandidos travestidos de policiais nas ruas — afirmou o promotor a jornalistas. Já o advogado Claudio Dalledone, um dos representantes da defesa, afirmou que vai representar no Ministério Público contra Merli e apontou “falta de postura do sujeito”. — Um sujeito sem educação, um sujeito que precisa ser parado. O Conselho Nacional do Ministério Público precisa tomar uma providência, um desrespeito com a comunidade, um desrespeito com a família das vítimas, um desrespeito com os acusados, um desrespeito com todo mundo que está trabalhando aqui. Deixar isso bem claro, o sujeito não tem limite, o sujeito não tem educação, esse sujeito não tem compostura — disse, e na sequência foi interrompido por familiares de Celso Novais, o motorista de aplicativo que estava trabalhando no aeroporto na hora do atentado e foi atingido por disparos e morreu. A viúva de Celso, Simone Novais, afirmou que “os advogados que fizeram uma fraude” e que “não sabem o que é ficar dois anos sem o marido”, e citou o filho de 15 anos, que sofreu danos psicológicos pela perda do pai.
Justiça de SP define nova data do julgamento de acusados de executar Gritzbach
Tribunal do júri está remarcado para os dias 22 a 26 de fevereiro de 2027; julgamento foi paralisado nesta semana depois de briga entre defesa e promotoria











