O julgamento dos três policiais militares acusados pelo assassinato de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi anulado na noite desta segunda-feira (22) após a defesa abandonar o plenário em meio a uma discussão com o representante do Ministério Público.
Com a decisão do magistrado que presidia a sessão, o processo terá de recomeçar desde o início, com a formação de um novo conselho de sentença. Ainda não há uma data definida.
A crise começou quando o promotor Rodrigo Merli Antunes passou a questionar o capitão da Polícia Militar Manuel Carlos de Carvalho sobre um inquérito relacionado a supostos atentados sofridos pelo advogado Mauro Ribas.Os defensores alegaram que o tema não tinha qualquer relação com os fatos analisados pelo júri e passaram a contestar a pertinência das perguntas.
Os advogados Cláudio Dalledone, Renan Canto e Mauro Ribas interromperam os questionamentos e acusaram o representante do Ministério Público de introduzir fatos estranhos aos autos.
"O senhor está querendo de novo atacar a advocacia", afirmou um dos defensores. Em seguida, os advogados passaram a questionar a pertinência da linha de investigação apresentada pelo promotor.












