Júri de três policiais réus pela morte do empresário, ocorrida em novembro de 2024, começou nesta segunda com a oitiva de sobreviventes e testemunhas da acusação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fachada do Fórum Criminal de Guarulhos (SP) onde ocorre o julgamento dos assassinos do corretor de imóveis Antônio Vinícius Gritzbach — Foto: Hyndara Freitas RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 22/06/2026 - 12:26 Julgamento de Policiais por Morte em Guarulhos Atraí Atenção Nacional O julgamento dos policiais acusados pela morte de Antônio Vinícius Gritzbach começou, com depoimentos de testemunhas e sobreviventes. O caso envolve a execução do empresário em 2024, no Aeroporto de Guarulhos. A viúva de Celso Novais, motorista de aplicativo também morto no incidente, pediu justiça, destacando o impacto devastador nos filhos. A Promotoria acusa sete policiais por envolvimento no crime. A expectativa é que o veredicto saia até sexta-feira. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O julgamento dos assassinos do corretor de imóveis Antônio Vinícius Gritzbach começou nesta segunda-feira (22). Ele foi morto no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, em novembro de 2024. Foram ouvidas, até o momento, duas pessoas que foram atingidas pelos tiros no aeroporto, que sobreviveram, e a viúva do motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais, que morreu ao ser atingido pelos disparos. Em seu depoimento, Simone Novais, viúva de Celso, afirmou que perdeu seu “companheiro de vida”, pediu por “Justiça” e afirmou que os três filhos do casal nunca se recuperaram psicologicamente da morte do pai. — Perdi meu companheiro de vida, a pessoa que estava ao meu lado, que segurava as pontas e fazia tudo por nós — falou, lembrando que seus filhos ficaram sabendo inicialmente do que havia ocorrido pela televisão, após verem as imagens do pai na tela. Simone depôs em frente aos três policiais réus apontados como participantes diretos no homicídio: o soldado Ruan Silva Rodrigues; o cabo Denis Antônio Martins; e o tenente Fernando Genauro da Silva. Segundo a Promotoria, os dois primeiros são os atiradores que realizaram a execução. Já o terceiro é apontado como o condutor do veículo utilizado para levar os executores ao aeroporto, além de ter ajudado na fuga logo em seguida. — Ainda não estamos com a vida em ordem, principalmente o meu filho de 15 anos, que fica ali só na dele, eu me preocupo muito com ele, que não expressa o que sente. Ele era um pai maravilhoso — acrescentou a viúva. A mãe e a irmã de Celso também acompanharam o primeiro dia de Júri, e viajaram de Brasília (DF), onde vivem, para Guarulhos para estarem no local. Antes das oitivas começarem, a mãe da vítima, Maria Aparecida Camilo, de 65 anos, pediu que seu filho seja lembrado. — Ele também foi vítima aqui, não dá para esquecer ele — disse. Também foram ouvidas as duas vítimas de disparos naquele dia, que sobreviveram. Durante o depoimento de William Souza Santos, homem que trabalhava no aeroporto e sofreu ferimentos na mão e teve de ser levado a um hospital, a defesa dos policiais apontou uma suposta inconsistência na investigação. O advogado Renan Canto, que faz parte da banca de defesa dos PMs, pediu que fosse exibida um documento do processo que mostra o depoimento de William ao DHPP, e indagou a ele se ele havia dito, ao delegado, que negociou um veículo com Genauro em Osasco. William disse que nunca falou isso. — No dia que eu fui no DHPP, não tive nenhuma informação relativa a isso — falou, acrescentando que apesar de seu nome e o nome de seus pais serem os mesmos que constam no depoimento, havia divergência no número de seu CPF e RG. Nesta segunda, está prevista a oitiva de dez pessoas ao todo, todas elas arrolada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Entre elas, dois sobreviventes que estavam no aeroporto no momento dos tiros; a viúva do motorista de aplicativo Celso Novais; o motorista de Gritzbach; a capitã da PM que presidiu o inquérito na Corregedoria; três oficiais da PM que fizeram cumprimento dos mandados de busca; a delegada que investigou o caso pela Polícia Civil; e um perito criminal. A expectativa é de que o julgamento se encerre até a sexta-feira. Os depoimentos das testemunhas, entretanto, podem se alongar. Nesse caso, o júri seria estendido para a próxima semana. Ao todo, 21 testemunhas serão ouvidas neste período. O rito do julgamento Segunda-feira: serão ouvidas dez testemunhas arroladas pelo Ministério Público de São Paulo. Entre elas, dois sobreviventes que estavam no aeroporto no momento dos tiros; a viúva do motorista de aplicativo Celso Novais; o motorista de Gritzbach; a capitã da PM que presidiu o inquérito na Corregedoria; três oficiais da PM que fizeram cumprimento dos mandados de busca; a delegada que investigou o caso pela Polícia Civil; um perito criminal.Terça-feira: serão ouvidas onze testemunhas arroladas pelas defesas. Na sequência, os réus serão interrogados.Quarta-feira: Fase de debates. Os promotores de Justiça do MP têm duas horas e meia para a explanação, assim como os advogados dos réus.Quinta-feira: Ocorrem a réplica do MP e a tréplica da defesa.Sexta-feira: os sete jurados, convocados e escolhidos por sorteio, realizam a votação a portas fechadas. Em seguida, respondem às perguntas do juiz. A expectativa é que a sentença e a pena saiam até o final da sexta-feira.
‘Perdi meu companheiro de vida’, diz viúva de motorista de aplicativo que morreu durante execução de Gritzbach
Júri de três policiais réus pela morte do empresário, ocorrida em novembro de 2024, começou nesta segunda com a oitiva de sobreviventes e testemunhas da acusação
Inicia o julgamento de três policiais pela morte do corretor Antônio Vinícius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024. Viúva de motorista também morto no incidente depôs sobre impacto nos filhos; sentença esperada até sexta-feira.












