O primeiro dia de julgamento do assassinato de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, morto no Aeroporto Internacional de São Paulo em novembro de 2024, foi marcado por um bate-boca entre advogados de defesa e o promotor Rodrigo Merli Antunes, da acusação.

Um dos advogados chegou a sair da área reservada do plenário e ameaçou deixar o julgamento, aproximando-se da porta do auditório. O motivo foi uma provocação do promotor.

"O senhor conversa com bandido, eu converso com policial", disse Antunes, provocando uma gritaria dos advogados. Logo em seguida, os defensores reclamaram que Antunes estava se aproximando demais dos advogados enquanto eles faziam perguntas a uma testemunha.

"Não estou aqui para ser desrespeitado por sujeito só porque é mais velho do que eu", disse o advogado Renan Canto. A resposta do promotor à gritaria foi: "Blá-blá-blá".

Os advogados pediram que o juiz Rodrigo Tellini de Aguirre Camargo, que preside o júri popular, repreendesse Antunes pela ofensa e pedisse que ele não transitasse próximo aos advogados.