PUBLICIDADE Ao todo, 21 testemunhas serão ouvidas ao longo de cinco dias; três PMs são acusados da morte do corretor de imóveis e um motorista de aplicativo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Corpo de Gritzbach no aeroporto de Guarulhos — Foto: Miguel Schincariol/AFP/8.11.2024 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 19/06/2026 - 14:56 Julgamento de PMs Acusados de Executar Corretor Começa em SP O julgamento dos três PMs acusados da execução do corretor Antônio Vinícius Gritzbach, a mando do PCC, começa nesta segunda, no Fórum de Guarulhos, com duração prevista de cinco dias. Gritzbach, delator e alvo de ameaças, foi morto no aeroporto de Guarulhos em 2024. Os réus enfrentam acusações de homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Serão ouvidas 21 testemunhas, e a segurança no fórum será reforçada. A sentença é esperada para sexta-feira. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O julgamento dos assassinos do corretor de imóveis Antônio Vinícius Gritzbach começa nesta segunda-feira (22), a partir das 10h, no Fórum Criminal de Guarulhos, e tem previsão de duração de cinco dias. Gritzbach foi morto com tiros de fuzil disparados por policiais militares, a mando do crime organizado, quando saía pelo desembarque do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, em 8 de novembro de 2024. Delator do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de policiais civis, Gritzbach lavava dinheiro ilícito do tráfico de drogas com transações imobiliárias e criptomoedas, estava ameaçado de morte e já havia sido vítimas de outros atentados. Serão julgados nesta semana três PMs acusados de participação direta na execução de Gritzbach: o soldado Ruan Silva Rodrigues; o cabo Denis Antônio Martins; e o tenente Fernando Genauro da Silva. Segundo a Promotoria, os dois primeiros são os atiradores que realizaram a execução. Já o terceiro é apontado como o condutor do veículo utilizado para levar os executores ao aeroporto, além de ter ajudado na fuga logo em seguida. O Ministério Público acusa os três de se aliarem ao PCC para executar Gritzbach em troca de recompensa financeira, ao agirem como “mercenários e matadores de aluguel”. A saraivada de tiros na tarde do crime atingiu outras três vítimas que estavam no aeroporto, uma delas fatal: o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais. Os PMs são acusados dos crimes de homicídio qualificado consumado (contra Gritzbach e Novais) e por tentativas de homicídio contra outras duas pessoas atingidas no local, com as qualificadoras de motivo torpe, perigo comum, recurso que dificultou a defesa das vítimas e emprego de arma de fogo de uso restrito (fuzis). A promotora de Justiça Vânia Caceres Stefanoni, do Júri de Guarulhos, afirma estar totalmente convencida da autoria do crime pelos réus, com base em provas técnicas, como dados telemáticos, passagens por radares, registros de ERBs (estações rádio-base) e laudos oficiais do Instituto de Criminalística. — Os participantes dro crime são divididos em dois grandes núcleos: o do PCC, que arquitetou a execução; e o operacional, formado efetivamente por policiais militares. Com o julgamento, fechamos o ciclo daqueles que, na linha de frente, foram incumbidos da execução. A expectativa é que eles sejam responsabilizados. Queremos dar uma resposta inicial para a sociedade, entregar uma responsabilização pela atrocidade que foi cometida — afirmou Vânia. Durante o julgamento, o Fórum de Guarulhos terá um esquema reforçado de segurança em caráter preventivo. Além da suspensão das audiências de outros processos ao longo do período, o fórum terá a circulação restrita às pessoas diretamente ligadas ao caso. A expectativa é de que o julgamento se encerre até a sexta-feira. Os depoimentos das testemunhas, entretanto, podem se alongar. Nesse caso, o júri seria estendido para a próxima semana. Ao todo, 21 testemunhas serão ouvidas neste período. O rito do julgamento Segunda-feira: serão ouvidas dez testemunhas arroladas pelo Ministério Público de São Paulo. Entre elas, dois sobreviventes que estavam no aeroporto no momento dos tiros; a viúva do motorista de aplicativo Celso Novais; o motorista de Gritzbach; a capitã da PM que presidiu o inquérito na Corregedoria; três oficiais da PM que fizeram cumprimento dos mandados de busca; a delegada que investigou o caso pela Polícia Civil; um perito criminal. Terça-feira: serão ouvidas onze testemunhas arroladas pelas defesas. Na sequência, os réus serão interrogados. Quarta-feira: Fase de debates. Os promotores de Justiça do MP têm duas horas e meia para a explanação, assim como os advogados dos réus. Quinta-feira: Ocorrem a réplica do MP e a tréplica da defesa. Sexta-feira: os sete jurados, convocados e escolhidos por sorteio, realizam a votação a portas fechadas. Em seguida, respondem às perguntas do juiz. A expectativa é que a sentença e a pena saiam até o final da sexta-feira.
Caso Gritzbach: júri de réus pela execução começa nesta segunda; entenda como será julgamento
Ao todo, 21 testemunhas serão ouvidas ao longo de cinco dias; três PMs são acusados da morte do corretor de imóveis e um motorista de aplicativo






