Colegiado do BC afirmou reforçar, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas Ao tratar da política fiscal, o Comitê de Política Monetária (Copom) disse, em ata, que mantém “firme convicção de que as políticas devem ser previsíveis, críveis e anticíclicas”. O colegiado do Banco Central (BC) afirmou reforçar, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas. “A política fiscal tem um impacto de curto prazo, majoritariamente por meio de estímulo à demanda agregada, e uma dimensão mais estrutural, que tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros”, disse no documento divulgado nesta terça-feira. A ata do Copom traz que uma política fiscal que atue de forma contracíclica e contribua para a redução do prêmio de risco “favorece a convergência da inflação à meta”. “O esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, disse. O colegiado do Banco Central decidiu cortar a taxa Selic para 14,25% ao ano na última quarta-feira (17). Foi a terceira redução consecutiva de 0,25 ponto percentual. No comunicado, o Copom havia dito que a magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta. O colegiado afirmou que a incerteza acerca das projeções permanece acima do usual. Disse ainda que as simulações atuais apontam que as taxas de inflação projetadas estariam situadas “abaixo da meta” para o primeiro trimestre de 2028, o horizonte relevante da próxima reunião do Copom, que será em 4 e 5 de agosto. — Foto: Pixabay
Política fiscal tem dimensão estrutural com potencial de afetar percepção sobre a dívida, nota Copom
Colegiado do BC afirmou reforçar, novamente, a necessidade de políticas fiscal e monetária harmoniosas















