A autoridade monetária reiterou ainda que a dívida pública continuará em trajetória ascendente nos próximos anos O Banco Central (BC) afirmou nesta quinta-feira (25) que a percepção de parte dos analistas sobre a situação fiscal piorou desde a edição anterior do Relatório de Política Monetária (RPM), apesar de as projeções para o resultado primário de 2026 e 2027 terem permanecido relativamente estáveis. A autoridade monetária reiterou ainda que a dívida pública continuará em trajetória ascendente nos próximos anos. Segundo o BC, tanto as estimativas do governo quanto a mediana das projeções de mercado apontam para um déficit primário do governo central em torno de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, próximo ao piso do intervalo de tolerância da meta fiscal. A meta de resultado primário para este ano é de superávit de 0,25% do PIB, com intervalo de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB, equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Para 2027, embora o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) mantenha a trajetória de elevação gradual da meta de resultado primário, a mediana das projeções dos analistas permanece abaixo do limite inferior da meta. A autoridade monetária também manteve a avaliação de que a relação entre dívida pública e PIB seguirá em trajetória de alta nos próximos anos. “Em contraste com a relativa estabilidade das projeções quantitativas, a percepção de parte dos analistas sobre a situação fiscal, ao considerar tanto o cenário central quanto os riscos envolvidos, piorou desde o RPM anterior”, acrescentou o BC. — Foto: Adriano Machado/Bloomberg