Há um truque de retórica clássico: para vender algo velho como novo, podemos embrulhar tudo e apenas mudar o nome. A “medicina integrativa ou funcional” (como a nutrição ou a enfermagem integrativas e funcionais) é isso mesmo: um embrulho diferente que esconde mais do mesmo. Sob este chapéu, esconde-se o que durante muitos anos foi apelidado como “medicina holística”, “cura natural”, “medicina não convencional” ou, mais corriqueiramente, “medicina alternativa”.É apresentada frequentemente como uma revolução no modo como encaramos a saúde: prometem-se soluções personalizadas, holísticas e naturais. Dizem que vão à “raiz” do problema. Mas não é bem assim.O princípio subjacente é simples: a medicina é imperfeita, portanto, podemos adicionar práticas alternativas como a aromaterapia, a homeopatia ou a acupunctura, mesmo sem qualquer base científica. Embora muitas universidades e entidades como a União Europeia (UE) ou mesmo a Organização Mundial da Saúde (OMS) validem a ideia de “medicina integrativa”, o que é acrescentado à medicina são práticas que a investigação científica tem descartado. Quando uma terapia funciona e passa o crivo da ciência, não precisa de ser “funcional”, “alternativa” ou “integrativa”, simplesmente passa a estar dentro da medicina.
De onde vêm a medicina “integrativa” ou a “funcional”?
O conceito não é novo, mas as redes sociais popularizaram os termos “integrativa” ou “funcional” como adjectivos da medicina ou da nutrição. Mas, em resumo, não é medicina.
Medicina integrativa"/"funcional" rebrandiza práticas alternativas sem validação científica (homeopatia, aromaterapia), desde 1990. Riscos: atrasos terapêuticos, interações farmacológicas, exploração financeira — vigilância necessária em programas wellness corporativos.













