Centros de “medicina integrativa” ganharam mais de um milhão de euros em fundos europeus De onde vêm a medicina “integrativa” ou a “funcional”?Há meia centena de especialidades médicas entre cirurgia, medicina interna, neurologia ou pediatria, por exemplo. Nenhuma das especializações reconhecidas pela Ordem dos Médicos e para as quais há formação académica e hospitalar é designada por medicina “funcional” ou “integrativa”. A Entidade Reguladora da Saúde (ERS), numa deliberação de 2024, ordenou mesmo a uma clínica que parasse de usar este conceito na promoção do seu negócio por induzir os utentes em erro quanto à especialidade médica – que, neste caso, não existe. Mais: condenou a clínica a uma coima de 4000 euros por sete infracções, entre as quais “práticas de publicidade em saúde proibidas”. Apesar disso, esta expressão é recorrente. Há pelo menos 54 destas clínicas em Portugal que se promovem publicamente como espaços de “medicina funcional” ou “medicina integrativa” sem qualquer fiscalização, descobriu uma investigação do PÚBLICO.Vendem-se como clínicas e centros ou como profissionais de saúde que oferecem uma medicina diferente: focada no bem-estar, na prevenção da doença e nos pacientes. “Na medicina integrativa, acreditamos que a prevenção e o equilíbrio são a chave para uma vida mais saudável e plena”, lê-se. Ou “uma medicina preventiva e lifestyle para optimizar todos os órgãos e sistemas do corpo”. Ou mesmo: “Olhamos para cada pessoa na sua totalidade.”Promessas clássicas de áreas que dizem ir para lá da medicina convencional – ou seja, a que tem provas dadas. Na medicina “integrativa”, “funcional”, “natural” ou até de “antienvelhecimento” dá-se uma nova face a coisas que já são feitas na medicina, mas muitas vezes com acrescentos caros e sem validade científica. Por exemplo, afirmam querer ir à raiz dos problemas, dão soluções como exercício físico ou conselhos alimentares e juntam áreas como a nutrição ou a psicologia ao plano – algo que já deve acontecer no contacto com o médico de família. Depois juntam-se respostas como homeopatia, ozonoterapia ou reiki, que, além da ausência de provas científicas, tendem a ser caros. As consultas nestas “medicinas” podem chegar a 300 euros em muitos casos. Se algo diz “medicina”, soa a credível.
Regulador da saúde condenou clínica que se promovia como “medicina integrativa”. Mas há 54 centros a fazê-lo
A Entidade Reguladora da Saúde deliberou que a expressão “medicina integrativa” induzia os utentes em erro. Apesar disso, o PÚBLICO detectou 54 destes centros na mesma situação e que escapam impunes.
Questo articolo non è tech news e non è appropriato per Warptech Tech News. Parla di regolamentazione sanitaria in Portogallo intorno alla "medicina integrativa" — un tema di healthcare policy, non di interesse per manager IT, CTO o responsabili AI. Se hai articoli tech da riassumere, sono pronto. Altrimenti, cosa posso fare per te?








